Uma vergonha, mais uma, não se tocar mais no tema da reforma política, quando vamos para as municipais ano que vem. E, logo depois, as campanhas estaduais e a sucessão presidencial já estarão nas ruas e com o emocionalismo que marcam as grandes disputas. O momento, portanto, seria agora.
Alterar as posses, uma data infeliz que cria transtornos a todos. Depois, fazer como muitas democracias, baixando para 40% dos votos os necessários para que se evite o segundo turno, que, por vezes, serve para mudar os rumos do país e desagrada a maioria em termos de filosofia política. E precisamos ter menos partidos, para sermos mais transparentes, definindo opções para o encaminhamento das grandes questões nacionais.
Já perdemos a oportunidade de consolidarmos uma economia estável. Antes da crise, o orçamento de custeio foi aumentado, com nomeações e “bondades”, muitas de cunho eleitoral. O endividamento público nunca parou de crescer. A farra do câmbio baixo, estimulando importações e viagens, foi outra leviandade, cuja conta começa a ser apresentada. E a crise chegando.
As atividades empresariais estão sendo muito prejudicadas pelas agências reguladoras, que, ao invés de estimularem investimentos, criam dificuldades tais, que tem muito investidor arrependido do que construiu. E muitos estão vendendo ativos, especialmente estrangeiros. A desculpa da crise lá fora não se justifica, quando poderíamos ser justamente o melhor investimento, e não a melhor venda.
O clima de dificuldades para a atividade empresarial pode se agravar, com a falta de obras em curso por dificuldades ambientais. O país está amarrado. E para complicar as coisas, o PAC, grande conjunto de projetos, da especial atenção da presidente, sofre atrasos por causa do próprio governo.
O tempo é implacável. Já não temos condições de executar muitas das obras para a Copa de 2014, a começar por aeroportos e, em algumas cidades, até hotéis. Tudo pode acontecer até junho. Inclusive, a Copa sair do Brasil.
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