A REFORMA ELEITORAL

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A REFORMA ELEITORAL

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

Uma vergonha, mais uma, não se tocar mais no tema da reforma política, quando vamos para as municipais ano que vem. E, logo depois, as campanhas estaduais e a sucessão presidencial já estarão nas ruas e com o emocionalismo que marcam as grandes disputas. O momento, portanto, seria agora.

Alterar  as posses, uma data infeliz que cria transtornos a todos. Depois, fazer como muitas democracias, baixando para 40% dos votos os necessários para que se evite o segundo turno, que, por vezes, serve para mudar os rumos do país e desagrada a maioria em termos de filosofia política. E precisamos ter menos partidos, para sermos mais transparentes, definindo opções para o encaminhamento das grandes questões nacionais.

Já perdemos a oportunidade de consolidarmos uma economia estável. Antes da crise, o orçamento de custeio foi aumentado, com nomeações e “bondades”, muitas de cunho eleitoral. O endividamento público nunca parou de crescer. A farra do câmbio baixo, estimulando importações e viagens, foi outra leviandade, cuja conta começa a ser apresentada. E a crise chegando.

As atividades empresariais estão sendo muito prejudicadas pelas agências reguladoras, que, ao invés de estimularem investimentos, criam dificuldades tais, que tem muito investidor arrependido do que construiu. E muitos estão vendendo ativos, especialmente estrangeiros. A desculpa da crise lá fora não se justifica, quando poderíamos ser justamente o melhor investimento, e não a melhor venda.

O clima de dificuldades para a atividade empresarial pode se agravar, com a falta de obras em curso por dificuldades ambientais. O país está amarrado. E para complicar as coisas, o PAC, grande conjunto de projetos, da especial atenção da presidente, sofre atrasos por causa do próprio governo.

O tempo é implacável. Já não temos condições de executar  muitas das obras para a Copa de 2014, a começar por aeroportos e, em algumas cidades, até hotéis. Tudo pode acontecer até junho. Inclusive, a Copa sair do Brasil.

 

 

 

 

 

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