O candidato tucano não mudou nada de 2002 para 2010. Apesar de derrotado, pela rejeição, repete a mesma situação. Frio, cheios de idiossincrasias e preconceituoso, cria crises e se revela por inteiro. Com grande personalidade, aliás.Nunca admitiu um vice democrata, tem restrições a quem “ serviu a ditadura” , como gosta de repetir.
Os Democratas também não aprenderam a lição. Depois de fornecerem a FHC, nos dois mandatos, o exemplar Marco Maciel como vice, foram eliminados por Serra da chapa de 2002, pois, para ele, o partido é de “egressos da ditadura” – como não fosse ele um egresso da defesa da pior das ditaduras que infelicitaram o século XX. Serra é diferente de Alckmin, a quem negou apoio na eleição municipal, justamente por ter tido Goldman como vice (ex-deputado do PCB) e nunca admitiu um homem do progresso e da modernidade como Afif Domingos, vice de Alckmin nesta campanha. E cuja derrota para o Senado , por tão pouco, foi devida ao “corpo mole” dos tucanos com passagem na chamada “luta armada”.
Já a candidata Dilma, de igual viés ideológico, é mais franca e pragmática. Assume que governará com todos da atual base, que usará da autoridade em relação a invasões e respeitará contratos. Impressionou muito mais os homens do agronegócio do que o dúbio ex-governador de São Paulo. Não tem constrangimento de assumir posições de bom senso, mesmo que sofrendo incompreensões de “velhos camaradas de armas”.
Governando o estado mais industrializado do Brasil, com uma livre empresa forte, diversificada, plural, progressista, o candidato é social democrata de esquerda mesmo, não gosta de intimidades com a livre iniciativa. E mantém o mesmo espírito crítico que teve em relação a Pedro Malan, a melhor e mais positiva face dos anos FHC.
Teimoso, autoritário e arrogante, Serra não respondeu a Aécio Neves quando este pediu prévias no partido. Muito menos respondeu aos apelos para uma definição do partido até o final de dezembro passado. Por mais que o ex-governador de Minas se esforce, os mineiros, que acompanham atentamente a política local e nacional, não perdoarão a descortesia que os atingiu. E por tal, como já referido aqui, a tendência em Minas Gerais será a vitória da candidata de Lula e do de Aécio, numa opção popular inquestionável e amparada na gratidão pelas realizações de ambos, muitas delas em parcerias. Dilma foi peça importante de Lula, como Anastasia de Aécio.
Já a candidata Dilma, de igual viés ideológico, é mais franca e pragmática. Assume que governará com todos da atual base, que usará da autoridade em relação a invasões e respeitará contratos. Impressionou muito mais os homens do agronegócio do que o dúbio ex-governador de São Paulo. Não tem constrangimento de assumir posições de bom senso, mesmo que sofrendo incompreensões de “velhos camaradas de armas”.
No Rio, onde a aliança Lula-Sérgio Cabral-Eduardo Paes possibilitou o re-erguimento do estado, com a conquista da Copa, das Olimpíadas, a queda da violência tem o reconhecimento popular.. Com a melhoria dos serviços de atendimento nas áreas da saúde e da educação, o resultado será inquestionável, conforme as pesquisas demonstram.
Fernando Gabeira, inteligente e respeitado, luta contra a realidade, pois o quadro hoje é diferente daquele em que quase venceu a eleição municipal do Rio. Eduardo Paes, o vitorioso, fez o que prometeu e o que o seu então opositor Gabeira se propunha fazer.
Ao lado da mensagem honesta e encantadora de Marina Silva, o segundo voto de todos, o momento político é de que o candidato tucano se perde só, sem precisar da ação de seus opositores. O DEM deve se omitir de fato e de direito, salvando sua bancada, de boa qualidade, aliás, para a inevitável fusão com o PP, considerando a origem da maioria de seus membros e programa comum, de centro e bom senso.
Não se faz política com imposições. O que o PT também desconhece, uma vez que força, em diferentes estados, coligações que constrangem suas bases e não vão atingir o eleitor. Querem fazer política como na República Velha, antes de 30, como não tivéssemos um sistema eleitoral moderno, exemplar, diria, e uma presença da mídia, inclusive eletrônica, decisiva. O eleitor votará por resultados, em quem fez, faz e fará. Sabe distinguir o artista do gestor.
Está explicado para o chamado grande público os motivos da decisão do vice tucano ter ficado para o último minuto. O candidato não queria um nome do DEM nem um independente. Queria Aécio para se servir da Minas que humilhou no processo de escolha, que ignorou e desprezou. E Aécio não quis, pois percebeu que não seria esta a vontade dos mineiros.
Esta eleição será a do povo, do eleitor e não das cúpulas partidárias. Quem viver verá!!!
EM Tempo – A escolha do deputado Índio da Costa foi feliz. Jovem, ético, é um nome inatacável e, pela idade, é dos raros do DEM sem “passagem pela ditadura” que provoca tantos arrepios no ex-presidente da UNE e candidato do PSDB . Mas não a ponto de reverter a rejeição constada nas pesquisas ao candidato e a mágoa dos mineiros. E no Rio, ninguém pode abalar o prestigio do governador Sergio Cabral . |