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A VERDADE QUE DOI

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

O Brasil, infelizmente, é, desde o final do período militar a oitava economia do mundo e, com mais uns 10% de perda do valor do Real, podemos cair para o décimo lugar. Nossa presença no comércio mundial continua a ser em torno de 1,1%, como éramos no final do governo Figueiredo. Em outros índices importantes, estamos em situação de constrangimento. Melhoramos na distribuição da renda, mas nem sempre pela via do emprego e do desenvolvimento, mas, sim, de políticas assistenciais e aberrações em alguns setores, com o público. Em termos relativos, o avanço do emprego público é assustador.

Estamos limitados no crescimento pelos conhecidos e debatidos atrasos na infraestrutura. E mais: tornou-se impossível, de fato, ter a certeza da liberação de uma obra de vulto por parte das autoridades ambientais ou indígenas. O que é aprovado hoje, não vale amanhã. A presidente Dilma sofre com os embargos a Belo Monte, por exemplo, que vai não vai, desde o tempo em que ela era ministra das Minas e Energia do primeiro mandato do presidente Lula. No setor elétrico, comenta-se a boca pequena, como se diz, que as linhas de transmissão de Santo Antônio e Jirau podem ficar prontas bem depois das usinas em condições de gerarem uma energia que não terá como ser aproveitada. Uma loucura!

Agora estamos nessa safra anual de greves. Querem a inflação de volta. E a autoridade não se faz sentir para provocar o cumprimento da lei. Alguns que estão no topo dos vencimentos no setor público reivindicam aumentos, esquecidos do salário indireto que recebem, como carro, motorista e gasolina, em Brasília apartamento funcional e outras vantagens. Ao que tudo indica, querem fazer do Brasil uma Grécia.

Ao provocar a queda dos juros, aparentemente positivo, a fuga do dinheiro da especulação ocorrerá e o câmbio disparará. Nada bom, ao que tudo indica.

Logo, parece ser o momento de se parar com esse otimismo sem sentido, com a falta de autoridade perigosa e a tolerância com pseudoambientalistas que comprometem nosso futuro. Agressão ao meio ambiente é a fome, o desemprego, a falta de energia e de estradas. Tudo pode ser feito com seriedade. Ninguém está querendo agredir o bom senso de proteger o meio ambiente. Mas devagar com os exageros. Se as obras fossem poluidoras, o governo não as proporia a sociedade!!!   

Os empresários estão com a percepção de que as obras do PAC e da Copa não saem. Terão o destino de Belo Monte, do Anel Rodoviário de SP e do Arco do Rio. E tem gente que fala, com ironia, do Tiririca ser deputado!                                                                    

 

 

 

 

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