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A VITÓRIA DAS ESQUERDAS

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A VITÓRIA DAS ESQUERDAS

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

As esquerdas estão sendo as grandes vitoriosas na crise mundial, em especial na Europa. Distribuíram benesses que não podiam, gastaram e endividaram à vontade. Deram a seus povos um padrão incompatível com a produção e a gestão pública. E, agora, entregam, pela via eleitoral, supostamente democrática, o abacaxi para a direita, na verdade o centro responsável.

A Itália perdeu um grande gestor, empresário de sucesso, embora um trapalhão no que diz e no que faz na vida particular. Mas não teria ficado 17 anos no poder, se não tivesse as qualidades gerenciais que, por vezes, a Itália teve a felicidade de contar. O técnico que o sucede terá de ser duro, pois, sem Berlusconi e sua personalidade forte, a baderna pode tomar conta das ruas. E a Itália já é um país parcialmente ocupado por uma imigração sem compromisso com a latinidade e muito menos com a cultura judaico-cristã milenar.

A Espanha volta à direita, que fez seu progresso e manteve sua unidade em passado recente. Mas que está destroçada pelos gastos demagógicos e por ter 20% de sua população de imigrantes do norte da África e do Leste Europeu, com direito de voto, inclusive. Os socialistas espanhóis ainda vivem na linha da revolução universal. As grandes empresas e bancos estão em dificuldades e com uma dívida pública real que é mais do que o dobro do computado pelo Banco Central Europeu, pois tem muito esqueleto nos governos regionais e nas estatais, que são centenas por lá. A direita espanhola terá de assumir com coragem e buscar apoio nos militares para manter a ordem nas ruas. Uma bomba!

Em Portugal, a demora em tocar vendas de estatais e reformas na legislação trabalhista nítidas pode comprometer o esforço de contornar a crise, uma vez que o problema existe, mas é menor nos demais países. A velocidade é que  determinará a saída da crise. Mas também terá de conter a baderna.

Na França, que terá eleições este ano, a esquerda pode voltar ao poder, depois de endividar o país. E, na Inglaterra, os conservadores e liberais começam a não se entenderem.

Aqui, o governo é pressionado pela ala radical. Obras de interesse público, como as do PAC, são sabotadas pelas esquerdas encasteladas em entidades ambientais e indígenas. O radicalismo no campo está latente, as greves cada vez mais desproporcionais a um país que aspira passar ao lado da crise e da ameaça de uma volta da inflação. Por incrível que pareça, a cada derrota eleitoral, a esquerda se fortalece por deixar com o centro e a direita, a situação caótica que criaram.

 

 

 

 

 

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