O país vive um momento de excitação ideológica despropositada à margem da crise na economia e da necessidade de um esforço concentrado do Legislativo para aprovar algumas reformas – como alguma coisa da política e da fiscal. Na medida em que o Executivo e o Legislativo têm se desgastado perante à opinião pública, crescem os movimentos de histeria e abusos de cunho ideológico e muito pouco lógicos.
A generosa Comissão da Anistia acaba de dar uns trocados a quem foi demitido em 1986. Coisa sem nenhum sentido. Os movimentos que insistem em remexer o passado e usam como bandeira a denominada Guerrilha do Araguaia não têm um palavra para os militares e civis que morreram vítimas dos combatentes comunistas. Nem uma palavra, mesmo que do chamado centro democrático, para defender a ação firme de nossos militares, que, naquele momento, abortaram a criação de uma versão nacional das FARC.
O Brasil teve uma transição até aqui pacífica pelo comportamento dos militares, que endossaram a anistia ampla e irrestrita proposta pelo presidente João Figueiredo e aprovada pelo Congresso. É bom lembrar que Figueiredo anistiou os chamados crimes de sangue, os que sequestraram, mataram, inclusive companheiros de jornada. Entre as vítimas, dois oficiais de nações amigas e um empresário respeitado por seus pares, como era Henning Boilensen.
Junte-se a essas ações, as questões de quilombolas, reservas legais e indígenas, que podem fazer diminuir a área plantada no Brasil. Vamos, com o andar da carruagem, diminuir nossa produção em favor de índios e outras etnias, sem nenhuma base legal. Contesta-se a propriedade de terras com títulos centenários. E indenização, então, nem se fala. Santa Catarina é um estado que vive acuado por uma legislação que lhe corta boa parte das terras agricultáveis próximas a rios e riachos. Uma loucura!!!
Nosso presidente, que, por vezes, é tão sensato, quando se distrai repete o que o radical de plantão a seu lado sopra. Como foi o caso de acusar o empresariado na questão da renúncia fiscal e sugerir distribuir dinheiro diretamente a população carente. Prova de que o Lula sabe que a isenção dada pelo governo tem mantido parte da economia ativa é que, , renovou algumas delas.
O orçamento de custeio da União e das estatais não para de subir, com ênfase para as folhas de pagamento e convênios com ONGs, algumas mais do que suspeitas. E tendo como pano de fundo um grevismo impune, acima da lei.
A explosão no Irã mostra a precipitação com que se saudou a re-eleição. E, em breve, teremos mais agressões à democracia na Venezuela e o agravamento da situação argentina. Esta com reflexos fortes na nossa economia.
Curiosamente, no mesmo governo, surge uma proposta inteligente, hábil, na questão da energia do Paraguai: abrir o nosso mercado, de fato e de direito.
Estamos num momento delicado e tem gente querendo ver o circo pegar fogo. Todo cuidado é pouco. |