SENTIDO DE PÁTRIA

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Amanhã tem inicio o que se convencionou chamar de Semana da Pátria. Tudo muito diferente do que tradicionalmente era programado em todo o país até pouco tempo, A Semana da Pátria sempre teve como seu ponto alto o desfile militar, sempre a cargo dos militares. Nos estados, com a presença das forças auxiliares (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros) e onde houvesse, os remanescentes da Força Expedicionária Brasileira.

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SENTIDO DE PÁTRIA

         Amanhã tem inicio o que se convencionou chamar de Semana da Pátria. Tudo muito diferente do que tradicionalmente era programado em todo o país até pouco tempo ..

        A Semana da Pátria sempre teve como seu ponto alto o desfile militar, sempre a cargo dos militares. Nos estados, com a presença das forças auxiliares (Polícia Militar e Corpo de Bombeiros) e onde houvesse, os remanescentes da Força Expedicionária Brasileira.

       A ligação de patriotismo com militares não foi uma criação do movimento de 64, como podem pensar alguns menos informados de nossa história, que vivem a ruminar ressentimentos. É que devemos a nossa independência à ação militar na Bahia, onde enfrentamos com heroísmo e bravura as forças do general Madeira, que não aceitou o grito do Ipiranga. E não foi questão resolvida em semanas.

       Depois, só tivemos este país uno e grande pela ação militar através da genialidade do Duque de Caxias, que acabou, com grandeza, sabedoria e amor ao Brasil, com inúmeros movimentos separatistas. Ontem, queriam nos dividir territorialmente. Hoje, preferem a via do artificialismo de uma questão racial e da entrega de parte de nosso território a nações indígenas passíveis de influências estrangeiras. Bobagem, pois Caxias nos legou mais do que um exemplo, uma escola bem fundamentada de amor ao Brasil integral e cordial, como definiu o grande Gilberto Freyre. Esta onda passa e os valores permanentes ficarão.

       No mais, foi o sentimento do interesse nacional e da liberdade democrática que inspiraram a intervenção direta ou indireta dos militares em nosso processo histórico. Foram os militares, os mais jovens, aliás, que garantiram a vitória da Revolução de 30. Foi com o respaldo deles que Getúlio Vargas nos governou no Estado Novo, nos fazendo enfrentar os anos de tensão internacional e de guerra com paz em nosso território. Os chefes militares viram que Vargas era um ponto de bom senso numa sociedade dividida entre as ideologias que disputavam a hegemonia mundial. Depois, encerrada a guerra, foram os militares que trataram da redemocratização e, com satisfação, viram o povo eleger um deles, o Marechal Eurico Gaspar Dutra, e colocando em segundo lugar na disputa outro militar, o Brigadeiro Eduardo Gomes.

      Em 1955, foram os militares que garantiram posse do presidente eleito, JK, que derrotara nas urnas um oficial do prestigio do Marechal Juarez Távora., ameaçado por forças civis que tentavam motivar alguns poucos militares. Nas duas ocasiões em que  poucos militares tentaram interromper o governo JK, a falta de apóio os levou ao fracasso e a um rápido perdão por generosa anistia assinada pelo presidente.

      Na crise da renúncia, tentaram evitar os anos perdidos na confusão janguista e, em 64, garantiram a ordem e atenderam aos reclamos da sociedade com a intervenção. Em 79, o presidente João Figueiredo, eleito pelo Congresso, governou sem poderes excepcionas, propôs a generosa anistia e entregou o poder à oposição que havia ganhado no Colégio Eleitoral. No Governo Sarney, garantiram a transição segura. Na crise do governo Collor, deixaram a sociedade decidir. A Itamar, não faltaram com a lealdade e de FHC aguentaram as provocações e a mesquinha política de arrocho salarial. Nesta época, os salários dos militares perderam a paridade com algumas carreiras do serviço público.
 O presidente Lula não tem do que se queixar dos militares e os tem compreendido a ponto de conter o rancor de alguns de seus ministros e correligionários. Logo, não pode existir entre nós o conceito de pátria sem a exaltação dos militares. Aos civis, restam outros festejos.


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