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A BASE DO BOM SENSO

A mídia em geral tem apresentado os blocos evangélico e ruralista (os dois maiores, mais organizados e coerentes parlamentares existentes no Congresso Nacional) como forças que defendem interesses de parte da sociedade. E não da nacionalidade, como um todo.

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A BASE DO BOM SENSO

       A mídia em geral tem apresentado os blocos evangélico e ruralista (os dois maiores, mais organizados e coerentes parlamentares existentes no Congresso Nacional) como forças que defendem interesses de parte da sociedade. E não da nacionalidade, como um todo.

      Equívoco completo, inspirado na ignorância ou na má-fé. Na verdade, as bancadas evangélicas e ruralista, suprapartidárias, defendem conceitos éticos, morais e sociais de vital importância na vida do povo brasileiro, com grande coragem e dignidade.

     Não fosse a bancada evangélica, que, na prática, conta com o alinhamento de parlamentares ligados à Igreja Católica e alguns israelitas presentes no Congresso Nacional, e dos homens de bom senso, muitos projetos teriam sido aprovados, contrariando nossa cultura cristã. Teriam sido aviltados a própria liberdade religiosa e princípios básicos da família, defendida como instituição
mater da humanidade pela maioria das religiões. O que tem acontecido em outros países, especialmente na Europa, em nada contribui para o avanço do mundo. Muito pelo contrário.

     Não fosse a bancada evangélica, já teríamos aqui uma lei como na Espanha socialista, que permite a uma menor, a partir dos 13 anos, procurar um  hospital público para a prática do aborto, sem a autorização dos pais. Ou, como na Venezuela, que o ensino já inclui na rede pública a doutrinação "do socialismo bolivariano". Logo, a bancada evangélica, com parlamentares de diferentes
partidos, tem prestado serviços à paz e à democracia e deve ser reconhecida e não apresentada como algo que trava o avanço do país.

     Já os deputados ruralistas são lutadores que sustentam o agronegócio, que emprega, garante produção de alimentos, produtividade e divisas. Nossos saldos na balança comercial, base do conforto com que enfrentamos a crise mundial, deve-se especialmente ao agronegócio. E estes brasileiros, sejam pequenos, médios ou grandes produtores, inclusive empresas, vivem ameaçados pela legislação ambiental fora da realidade. E o surgimento de aberrações do tipo as reservas indígenas exageradamente dimensionadas e agora a chamada questão "quilombola", que, juntando tudo, nos retiraria 20% da atual área plantada. Isso quando precisaríamos, e podemos fazê-lo, aumentar em 30%, com segurança, sustentabilidade ambiental e avanço social.

      Em Santa Catarina, reina inquietação com a legislação federal ambiental que elimina, na prática, as pequenas propriedades que tenham algum curso d'água em sua área. Há uma cidade com 171 propriedades ameaçada por decisão judicial por causa dos quilombolas. Embora a titulagem das terras seja de 1921, sendo que mais da metade das propriedades, pequenas e médias, está sendo trabalhada já pela terceira geração de agricultores. Absurdo total.

     A pecuária no Mato Grosso do Sul, centro de excelência respeitada internacionalmente, também sofre com questões ambientais descabidas, além de ocupação violenta e ilegal de terras. Os acampamentos nas margens das estradas oferecem um espetáculo desanimador a quem queira investir em estado tão preparado para o progresso. Não bastasse o descaso oficial no que toca ao amparo aos frigoríficos, que estão entre os mais modernos do mundo.

     É o momento de as forças mais responsáveis da sociedade encarar o papel importante que estas duas bancadas, estigmatizadas pelas forças de esquerda, desenvolvem na vida nacional. Especialmente quando estamos a um ano da renovação do Congresso Nacional. O bom senso, o comedimento, a defesa da propriedade, da liberdade, da família e da vida estão bem defendidos por estas (e outras, naturalmente) bancadas parlamentares. Mas dá para desconfiar dos críticos.


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