Os governos latino-americanos que chegaram ao poder pelas urnas e que querem permanecer, direta ou indiretamente, eternamente, colocam sob ameaça a democracia no continente. Os argentinos, entre os mais cultos da região, já começaram a reagir a esta exploração da pobreza e da ignorância, com o uso e abuso de velhos chavões contra as classes produtoras e os capitais internacionais. Mas na Venezuela, na Bolívia e no Equador são visíveis os ataques às empresas privadas, aos investimentos estrangeiros e à mídia local. Tudo na direção do populismo mais barato, com uso do assistencialismo e do discurso pretensamente nacionalista. Em Honduras uma reeleição “ na marra” foi tentada gerando esta crise em que iodo mundo quer dar palpite , sepultando a política de autodeterminação dos povos.
Percebe-se que, no Peru, aonde o governo vem se portando bem, uma agitação pré-revolucionária pode muito bem ter financiamento do exterior. Por outro lado, a democracia tem sido abalada em outros países pelo suceder de escândalos e, principalmente, pelos custos dos gastos com Legislativos e abusos dos governos, desde os municipais.
A Europa vive um clima de denúncias que até então eram restritas ao Terceiro Mundo. Quando parecia que a democracia estava se consolidando e chegando a seu ideal social, os retrocessos são evidentes. El Salvador ainda pode dar trabalho, já que o atual presidente é homem oriundo da guerrilha que infelicitou o país durante décadas.
A Espanha vive a exacerbação das provocações à maioria católica e silenciosa. O governo quer legalizar o aborto para menores de 13 anos, que podem recorrer a rede pública sem o consentimento dos pais. Isso depois de mandar retirar os crucifixos das escolas e derrubar estátuas de antigos dirigentes do país – que ainda guardam o respeito e a admiração de uma parcela significativa e, certamente de melhor qualidade da sociedade. Uma loucura!!!
A política liberal do governo socialista em relação à imigração, legalizando de uma vez quase dois milhões, aumentou a criminalidade em todas as províncias, em números alarmantes Além do desemprego, que se aproxima de 20% da população ativa.
A África do Sul vive momento delicado na questão da saúde (um terço da população com AIDS), do emprego (um terço dos trabalhadores desempregados) e da violência urbana sem controle (muitas cidades tem toque de recolher às 18 horas). Com tudo isso, terá dificuldades em confirmar a Copa do Mundo do ano que vem. A perseguição contra a população não negra – brancos, indianos, indonésios, chineses e até portugueses – é flagrante.
O resto do continente apresenta um quadro de corrupção crescente na medida em que as riquezas minerais vão sendo exploradas. E onde não existem estes recursos, é mesmo a fome, a AIDS e a guerra civil, em disputas tribais que o mundo assiste com egoísmo e conivência. A ONU, se fosse uma entidade sem política e com os propósitos de sua fundação, já teria desmilitarizado alguns destes países e criado mecanismos de gestão para a construção da prosperidade. Trabalho missionário, que levaria pelo menos 20 anos.
Acho que assim é que devemos olhar o mundo e refletirmos sobre o Brasil. Aqui, existe quem queira plantar as sementes da discórdia entre raças, quando somos multirraciais e nos constituímos no maior exemplo mundial de miscigenação. A destruição do agronegócio pelas reservas florestais, indígenas e ambientais. Tudo defendido por forças que ao mesmo tempo estão envolvidas em atos de corrupção no controle de atividades econômicas em áreas preservadas, gente financiada por ONGs com recursos públicos e a visível influência estrangeira nas região mais ao norte do nosso Brasil.
A situação só não é mais grave pelo fato de nossos militares estarem acompanhando o desenrolar da situação. No aguardo de instruções do governo. |