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Radicados em São Paulo desde muito jovens, os irmãos Eduardo, Marcos e Roberto Giannetti da Fonseca são herdeiros do talento e da vocação do avô materno, Américo Giannetti. E este é uma referência histórica de empresário e de administrador público em Minas Gerais.
Nascido no Rio Grande do Sul, Américo estudou e casou-se em Minas, sendo considerado um pioneiro na siderurgia, no alumínio, com as usinas que construiu ,com seu irmão Orestes, em Rio Acima e Ouro Preto – a Saramenha, que depois foi vendida a ALCOA. Este notável empreendedor, homem de bom senso e visão, presidiu a Federação das Indústrias de Minas Gerais. Tomou gosto pela causa pública, na qual conquistou um sólido lugar na história política e administrativa, não tendo completado a carreira por ter morrido no auge do prestígio e do reconhecimento de seus contemporâneos.
Todos que lidam com o agronegócio conhecem a excelência da Universidade Rural de Viçosa, mas poucos sabem que ela foi uma iniciativa de Américo Giannetti, quando secretário de Agricultura no Governo Milton Campos. Mas foi como prefeito de Belo Horizonte que deixou marcas profundas na capital. A começar pela grande reforma de seu Parque Municipal, que passou a levar, com muita justiça, o seu nome. Foi um pioneiro na defesa do meio ambiente, pois a ele devem os mineiros a cidade tão arborizada, especialmente com os ipês amarelos, de sua preferência.
Américo Giannetti mostrou com sua eleição o valor da democracia e de uma proposta de alto nível, uma vez que foi candidato contra políticos tradicionais e de alianças tidas como imbatíveis. Contou com o apoio da melhor juventude da época, como José Aparecido de Oliveira. Lembrar este feito serve para mostrar às forças vivas da sociedade que, no meio empresarial, existem grandes valores para o exercício da função pública. Na mesma geração, tivemos no Congresso Nacional, entre outros, o senador Roberto Simonsen, o industrial Euvaldo Lodi, os banqueiros Gilberto Faria, Magalhães Pinto, Herbert Levy, Adolfo Gentil e João Ursulo Ribeiro Coutinho, deputados federais.
E, para ficarmos em exemplo atual, o vice-presidente, José Alencar Gomes da Silva, que só entrou para a política depois que presidiu a mesma FIEMG e consolidou seus negócios. Mas a tempo de emprestar esta inestimável contribuição para o progresso do país de todos conhecida.
Os talentosos netos do empresário, político e administrador Américo Giannetti possuem este lastro pouco conhecido em São Paulo, onde completaram sua formação e atuam com grande destaque. São nomes nacionais em termos de reconhecimento pela maneira correta com que interpretam nossa economia. Prova está na vendagem constante de seus livros em todo o país.
Talvez os três pudessem, a seis mãos, fazer a biografia do avô, do pioneirismo empresarial, do sucesso eleitoral, da gestão pública de vanguarda. Américo Giannetti legou um exemplo que não pode ficar restrito a seus parentes, uma vez que, mesmo em Minas, nas novas gerações, apesar de tantas ruas, escolas, ginásios, centros de treinamento e parques, a trajetória de tão ilustre personagem é desconhecida.Marcos é autor de trabalho pouco divulgado. E é bom lembrarmos da possibilidade do Brasil voltar a contar com homens deste nível, recrutados na livre empresa, para uma recuperação do prestígio da vida pública e consequente consolidação de uma democracia recente, cara e desmoralizada. No atual governo , um dos grandes nomes foi justamente o do Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, no primeiro mandato .
Temos de valorizar o exercício da vida política , na defesa a Democracia . |