| Desde a ação conciliadora do Marquês de Paraná ao espírito público exemplar do Visconde de Ouro Preto, entrando na República com políticos hábeis como Cesário Alvim e João Pinheiro, a personalidade e as convicções de Artur Bernardes, Minas está presente no caminhar de nossa história política. Em 30, foi decisiva para o triunfo da Revolução, a qual emprestou um de seus maiores nomes: Antonio Carlos Ribeiro de Andrada. E teve, no governo, as figuras exemplares de Olegário Mariano, Gustavo Capanema e Benedito Valadares.
A queda do Estado Novo, cuja utilidade para preservar a paz e a ordem havia se esgotado com o fim da guerra, teve como primeiro responsável o Manifesto dos Mineiros, com seus ilustres signatários. Muitos destes, inclusive, vieram a formar a UDN – José Bonifácio, Afonso Arinos, Virgílio Melo Franco, Magalhães Pinto, Pedro Aleixo, Milton Campos, Bilac Pinto e sua “ala jovem”, que ingressou na política entre a redemocratização e o pleito de 50, como Oscar Dias Correa, Elias de Sousa Carmo e Rondon Pacheco. Mas a contrapartida do PSD deu a Minas e ao Brasil personalidades marcantes e exemplares, como Otacílio Negrão de Lima, JK, Tancredo Neves, Osanan Coelho, José Maria Alkmin, Pio Canedo, Murilo Badaró, Bias Fortes (filho e neto), Renato Azeredo e tantos outros. Fator de equilíbrio e governabilidade também foi o velho Partido Republicano de Artur Bernardes e seu filho, Tristão e Aécio Cunha, João Nogueira Resende, Mário Rolla. Esta seleção de notáveis construiu os melhores anos de nossa vida republicana, que foi de 46 a 64, incluindo o governo estadual e federal do revolucionário e empreendedor JK.
A irresponsabilidade que tomou conta do Brasil com a eleição e renúncia de Jânio Quadros e o desgoverno de Jango Goulart nos levou à beira da guerra civil. Foi de Minas que partiu a solução da união nacional, pela tropa federal e pelo governador Magalhães Pinto. Ao final do processo, esgotado, depois de fazer o Brasil deixar de ser o 46º para ser a oitava economia mundial, foi de Minas que a genialidade de Tancredo Neves teceu a redemocratização sem rupturas, que acabou sendo impecavelmente executada pelo seu vice, José Sarney.
Minas, mais uma vez, foi colocada pelo destino da história no lugar certo e no momento certo, com a presença de Itamar Franco na presidência da República, quando do impedimento do presidente Fernando Collor. Fomos salvos do radicalismo e até mesmo da guerra civil, pela condução correta, no estilo simples e sensível do veterano político.
Depois de oito anos de acertos na modernização do Brasil, mas de um comportamento arrogante para com a classe política e fria com a grande maioria dos estados da federação (para não falar em todos, com exceção de um), houve uma troca de guarda favorecida pelos bons ventos internacionais e pelo bom senso do presidente Lula, eleito, e reeleito, tendo como vice o exemplar José Alencar Gomes da Silva agora estamos no meio do furacão internacional. Ninguém sabe o dia de amanhã. Muita gente radical sonha com loucuras; alguns já as pratica, nem que seja por omissão..
O horizonte pode parecer sombrio, motivos para tal na faltam. No entanto, a volta da presença mineira, com as qualidades da habilidade, do espírito público, da cordialidade, da conciliação, começa a se fazer notar. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, da direita a esquerda, dos mais jovens aos mais velhos, é Minas que ressurge para iluminar e dar esperanças ao Brasil. O Governador Aécio Neves Cunha parece reunir um pouco de cada notável da política mineira , numas versão moderna , voltada para novos rumos , em que melhorar a qualidade de vida da população é a meta maior . Por isso suas credenciais não são os discursos, nem os acordos políticos, muito menos a pose acadêmica , elas estão nos resultados de sua gestão publica, na sua postura ética , cordial e simples como os mineiros sabem ser.
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