O Brasil instruído, culto, que lê jornais, acompanha a vida nacional pela Internet, pelo rádio e televisão, é bem significativo. Merece respeito, inclusive por ser a parcela da população que alimenta os cofres públicos.
Estamos chegando a 20 anos de escândalos atrás de escândalos. Vivemos um clima de impunidade em meio a essa onda de denúncias, de irregularidades e imoralidades evidentes, de muitas acusações infundadas e fruto da desonestidade de quem acusa. Basta ver os ocupantes dos imóveis novos de luxo e dos carros importados para se perceber que há uma rápida troca de mão do dinheiro e sem melhoria no mérito de tê-lo. Muitas vezes, resultado de fraudes, sonegação, corrupção, crimes de toda natureza e pouco do esforço e do trabalho.
Um escândalo esconde outro, barganhas vergonhosas sepultam apurações, pois a mesma família domina o Brasil desde 94. São primos, companheiros de cela nos anos loucos do terrorismo. Falsos idealistas, que, na primeira oportunidade, foram buscar dividendos em moeda sonante de seus supostos ideais.
Temos de trabalhar, de prestigiar quem trabalha, quem cria, quem emprega, quem prospera na produção e na prestação correta de serviços. Entre os políticos, devem ser prestigiados os presentes, os realizadores.
Já se sabe que esta crise é mundial. O prefeito de Oeiras, perto de Lisboa, sofreu várias condenações por desvios de recursos públicos. Mas nada que justifique a nossa passividade diante de um quadro preocupante.
Em primeiro lugar, existe um louvável trabalho de atendimento social, que precisa ter um planejamento para não se tornar eterno e viciar a população em ganhar sem trabalhar. Senão, estaremos nesta “nova democracia”, montada no assistencialismo e no populismo, como via para a ditadura em que os militantes passam a usufruir de benesses negadas ao resto da população.
Não querem a ordem e recorrem a um “nacionalismo” maroto, pois é para proteger interesses escusos. A ajuda militar americana a Colômbia, por exemplo, é de importância para quem quer uma América do Sul sem guerrilhas, violência e tráfico de drogas. Os americanos não querem mandar em nada, mas acabar com o foco guerrilheiro e a produção de drogas que têm no seu território o grande mercado. Deveríamos, todos, aplaudir esta iniciativa. Mas não é o que ocorre.
As ameaças ao campo continuam. Isso tudo não vai ajudar o governo no ano eleitoral. Pelo contrário, trará de volta uma luta que não é recomendável e pode prejudicar, e muito, a economia nacional. É preciso um alto Conselho de experientes brasileiros para nos livrar destes riscos que são reais.
Uma percepção de que o Brasil está parado, vendo o que pode acontecer daqui até as eleições do próximo ano. Mas este não é o caminho de uma sociedade séria, formada por gente responsável. As lideranças, quando existem, são para exercer responsabilidades.
Falta uma proposta de Projeto Brasil para orientar o rumo dos acontecimentos. Senão fica a impressão de um bando de oportunistas que esperam ver para onde os ventos sopram. Mas certamente não é por aí que vamos ter um país decente e com futuro.
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