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O PAC, programa prioritário do governo, acompanhado pessoalmente pela ministra Dilma Roussef, dublê de executiva do governo federal e candidata na sucessão presidencial, é uma mostra do Brasil de hoje. Há muitas obras atrasadas e a culpa, na maioria dos casos, é da burocracia federal, especialmente a ambiental.
Os projetos energéticos, indispensáveis para que o Brasil inspire confiança aos grandes investidores, estão todos com as licenças ambientais precárias, parciais, sem dar a segurança de que as obras serão tocadas sem interrupção. No campo legal, nada foi feito. O que é inacreditável, pois o problema vem de longe. É necessário definir uma Lei que preveja que, uma vez aprovada, uma obra não pode mais sofrer intervenção do Ministério Público, do setor ambiental, seja federal, estadual ou municipal que a faça parar.
Quem pode garantir hoje o ritmo desejado de obras como Angra 3, Santo Antonio e Jirau , e as linhas de transmissão em curso? Falta uma definição de limites para agentes estranhos ao processo. A estrada Cuiabá-Santarém, tão importante, anda muito devagar e tem dificuldades omitidas da opinião pública. O que se passa em Santa Catarina chega a revoltar, pois condenam uma ação do estado em defesa da produção, do emprego e da manutenção das margens dos rios por empreendedores, agricultores, responsáveis. E fazem uma guerra contra o governador, que está certo, o que vale para o Amazonas, por exemplo, não vale necessariamente para o sul.
O campo brasileiro, a pecuária, vive momentos de abandono face às agressões do MST, às reservas legais descabidas (e não indenizadas), à falta de crédito e de socorro aos frigoríficos em dificuldades, muitos já fechados, como em Mato Grosso do Sul.. E tanto devemos à produção agrícola nesses anos de superávit na balança comercial. Mas os recursos liberados não são para as estradas vicinais, nem para armazéns, mas, sim, para "convênios" com entidades ligadas ao MST, cada dia mais violento, mais fora da lei e mais impune.
O governo precisa exigir lealdade aos que ocupam cargos de confiança nessas áreas, aos seus aliados políticos. A começar pela governadora do Pará, que ameaça os mais importantes projetos da região que fariam, inclusive, mais do que dobrar o PIB estadual, como os feitos na pecuária, na agricultura e pela VALE, na mineração e nos transportes.
Quem atrapalha o governo são os supostos "companheiros".
Realmente, fica difícil entender que nem uma crise dessa gravidade acorde a sociedade para a urgência de se prestigiar os empreendedores, de se estimular a poupança interna, de captar a externa, de investir para reverter quadro gravíssimo. A cada semana, são piores os números e mais alegres as declarações dos homens que deveriam agir. Os conflitos ideológicos parecem paralisar o governo. Isso não faz o menor sentido.
Nos estados, como Rio de Janeiro e Minas, parece que o sentimento de que a crise deve ser combatida com trabalho e cooperação está vingando. São exemplos a serem observados. E, coincidentemente, ambos os governadores, da nova geração, desfrutam de apoio popular e respaldo nas assembléias. Não há motivos para não serem seguidos.
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