EXPLICANDO A DIREITA

 HOME ARTIGOS  |  PROGRAMAÇÃO  |  HISTÓRIA  |  LIVROS  |  CONTATO

Programação Rede Vida

 Artigos  
Aristóteles Drummond   

EXPLICANDO A DIREITA

Aristóteles Drummond
      

      Volta e meia atribui-se “a forças da direita” isso ou aquilo. Como se fosse uma maneira de queimar movimentos e reações da sociedade e impor propostas que fogem ao bom senso. A esquerda decidiu, sem ouvir ninguém, que a “direita aspira e conspira contra o interesse popular”. Assim, vira-e-mexe, faz-se necessário definir o que é, como pensa e o que motiva a corrente de pensamento nacional – e internacional – que a mídia procura demonizar, chamando-a de “terrível direita”.
No Brasil que vivemos, por exemplo, ser de direita é defender a ordem pública e a lei, especialmente contra as freqüentes violações por parte de movimentos de inspiração revolucionária e ação violenta. E, neste caso, o exemplo mais flagrante é o MST, em cujos acampamentos não foram poucos os flagrantes de armas e atos de vandalismo. Também a “direita” não se conforma com a impunidade dos depredadores de bens públicos ou privados. Movimentos ligados ao MST ou aos “índios” podem interromper estradas, ocupar prédios, destruir instalações industriais e ninguém tem nada com isso.

      Outra postura tida como que de “direita” é o respeito à bandeira nacional e admirar os brasileiros que fazem a opção pela carreira militar. É preservar os valores tradicionais da família e da moral. Censura de espetáculos e programação de televisão, por exemplo, é instrumento de defesa da formação do brasileiro de amanhã; não uma atitude política como procuram fazer crer. A “direita” é pela liberdade total de se escrever e publicar matérias de sentido político ou ideológico, mas não impor opiniões sectárias nos livros didáticos ou mesmo apresentar padrões morais que contrariam a formação nacional, em horário acessível a menores de 18 anos.Quem prestar atenção nas musicas tocadas nas rádios vai verificar a que ponto chegamos no mau gosto .
Também é comum se rotular de “direita” os que se levantam contra o excessivo controle do Estado na atividade econômica e na privacidade dos cidadãos. Impostos na casa dos 40% do PIB para a direita é uma extorsão, quando o mais razoável seria o combate a sonegação, a fraude, a corrupção e a chamada “economia informal”.
A direita como corrente de pensamento , é liberal, respeita o cidadão e fica indignada com a exploração ideológica de ações policiais, expondo pessoas sem culpa formada,a vexames e constrangimentos . No casos de “ colarinho branco” basta apreender documentos, incluindo passaportes e não esta ação espalhafatosa , que desrespeitando lares , fere e choca familiares dos acusados e geralmente não dura mais do que poucos dias. Se culpados, estarão protegidos pela lentidão da Justiça até a prescrição.

      Ser de direita é defender o produtor rural, trabalhador, sofrido, que, além de pouca atenção do Estado, não tem proteção – caso das ameaças esdrúxulas como “quilombolas”, “sem-terra”, “área de preservação ambiental” e “áreas indígenas”. É defender o direito do comerciante de abrir e fechar sua loja nos dias e nos horários que bem entender, ouvindo, claro, seus empregados. E proteger o industrial da concorrência desleal de outros países, sem direitos trabalhistas, sem obrigações sociais e sem controle de qualidade do que entra pelos nossos portos .  Enfim, pensamento direitista, hoje, é se preocupar com gastos públicos, com convênios pouco claros com Ongs duvidosas, condenar aberrações como a adesão a Resolução 158 – já reprovada amplamente em comissão do Congresso Nacional –, condenar o reconhecimento da China como economia de mercado e não se reconhecer as FARC como entidade terrorista, como se seqüestrar fosse legítimo.
       Se observarmos bem, veremos que o presidente Lula honra contratos e não se deixa levar pelos arroubos de colegas latino-americanos mais exóticos. Rejeita, por razões éticas, a disputa de um terceiro mandato, reconhece os serviços prestados pelos militares, ontem como hoje. Ou seja, está muito mais próximo da direita do que de uma ala equivocada de seu partido e de seu governo.
Talvez, aí resida a explicação política de sua popularidade.

 

 

     
  Conheça aqui os livros de
Aristóteles Drummond

 
   
     
 
Todos os direitos reservados para www.aristotelesdrummond.com.br
 HOME  |  ARTIGOS  |  PROGRAMAÇÃO  |  HISTÓRIA  |  LIVROS  |  CONTATO