A CRISE ARGENTINA E A LIDERANÇA DE LULA
A crise está instalada na Argentina. Aliás, conforme, previsão nossa, desde o mandato anterior do presidente Nestor Kirshner – sim, pois ele parece ser de fato o presidente-, uma vez que, em termos de populismo e demagogia, o destino final será sempre o caos.
Os problemas parecem não ter fim. Inflação descontrolada e índices manipulados, que desmoralizam o governo mais ainda. Evidências de corrupção na alta cúpula do país. Manipulação de desocupados, mobilizados para manifestações de apoio ao governo. Ou seja, práticas argentinas que independem de tendência política. Basta lembrar a Guerra das Malvinas, que não passou de uma manobra interna do general Galtieri para dar mais tempo ao regime militar.
O Mercosul aprofundou, enormemente, as relações comerciais entre o Brasil e a Argentina. Não apenas na troca de bens e serviços, mas também na complementação do parque industrial, em especial o automotivo. Temos, hoje, também muito investimento brasileiro de vulto, desde a Petrobras, a Friboi, Sadia. Itaú e outras empresas de porte. Os números do comércio são expressivos. Argentina está ligada ao Brasil por mais de 15 vôos diários.
A solução tradicional da intervenção militar não tem chance no país. Os erros, durante o período dos generais, foram muitos e as feridas estão muito abertas. E não deram ao país uma contrapartida positiva, como foi o caso do regime do general Augusto Pinochet, no Chile, que construiu uma nação moderna e respeitada, mesmo que com o país dividido e sofrendo com a linha dura do governo , a reação violenta e sangrenta da oposição. Na Argentina, nada ficou dos anos duros, apenas o escancarar das portas para o peronismo corrupto e ineficiente.
A onda mundial positiva não pode ser aproveitada por um país que, não faz muito tempo, deu o calote no mercado financeiro internacional. Na Europa, especialmente na Itália, contam-se as centenas de milhares os investidores pequenos e médios lesados. A situação é grave. E pode cair no nosso colo.
As atitudes de governo são irresponsáveis. Reestatização da Aerolineas, confronto com empresários, briga com o vice, ausência de investimentos e saída de empresas multinacionais. E um povo que não é nada passivo .......
Quem observa os métodos da política argentina sabe que não custa nada, de um momento para outro, o governo atribuir ao Brasil responsabilidade em suas dificuldades por este ou aquele motivo. Temos de estar atentos. Até porquê, já vamos ter problemas com o novo governo do Paraguai e temos como poder desestabilizador uma Venezuela com aspirações e com dinheiro em caixa. A Bolívia pode explodir a qualquer momento.
Fontes diplomáticas confiáveis informaram que não seria surpresa caso a Venezuela emprestasse dinheiro para o Paraguai pagar sua parte na dívida de Itaipu. Assim, ficaria em situação mais confortável para a renegociação imediata do contrato de compra de energia, vinculado a dívida, que tem vencimento em 2023. As mesmas fontes falam em mais um socorro de Caracas a Buenos Aires, em manobra desesperada para conter o crescente prestígio internacional e continental do presidente Lula. Temos de ficar muito atentos!!!
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