Essa história de donos de jornais e agencias de notícias não terem mais interesse em acompanhar a parte editorial tem causado sérios prejuízos a formação de uma opinião pública bem informada em quase todo o mundo.. No passado recente, os jornais publicavam o que seus donos, empresários que ali colocaram seus recursos com os riscos inerentes à vida empresarial, conheciam e orientavam. Afinal, fazer jornal sempre foi direito de qualquer cidadão, jamais ocorrendo o perigo de uma mídia controlada pelo poder Econômico. Mas daí ao dono não mandar foge ao razoável.
O caso de Honduras é emblemático neste caso. Acredito que poucos donos de jornais concordem com o noticiário que atribui à intervenção militar um golpe de Estado, quando foi defesa da lei, sob comando do Legislativo e provocado pelo Judiciário do país. O golpista era o presidente deposto legalmente. Sob o ponto de vista jurídico, golpe foi o que retirou do poder o presidente Collor e, pior, a imposição de sansões que não fazia por merecer por ter renunciado. Contragolpe foi 64, que colocou fim a um processo de quebra de hierarquia e implantação da anarquia entre nós, com etapa da chamada “guerra psicológica” para a tomada do poder pelos radicais de esquerda.
Para uma pessoa de bom senso, basta solidariedade e o empenho do dirigente da Venezuela em favor do deposto para se saber que a democracia e a liberdade foram salvas e nao atingidas pela deposição. Esta pressão, que conta com a omissão americana, chega a ser covarde. Os militares hondurenhos e a sociedade civil que os apoia são verdadeiros heróis.
Chávez, por seu lado, tem sido cada vez mais sincero em seus objetivos e competência naquilo que, no Brasil, o prefeito do Rio César Maia imortalizou como “factoides”. Este, recente, de acabar com campos de golfe por ser um esporte de elite é típico. O esporte é uma das molas do turismo classe “A” no mundo. E é prática entre os executivos das grandes empresas. A perseguição a mídia independente na Venezuela é outro fato conhecido e aceito, vergonhosamente, pelas nossas entidades ditas “democráticas”, como OAB, ABI e outras.
A presença de soldados americanos na Colômbia é mais do que positiva. Está evidente que, além de auxiliar a moderna democracia colombiana, vai combater o trafico de drogas que se constitui em grave ameaça a humanidade. Corrompe, mata, destroi famílias. Este é um ponto positivo na política externa americana: combater a droga que tem no seu território o mais importante mercado de consumo.
Não podemos nem devemos nos iludir. Não tem sentido o que anda acontecendo na América Latina dominada pelos populistas revolucionários. O mundo busca progresso, distribuição de renda, criação e circulação de produtos e serviços e não combates ideológicos. Além do mais, não tem moral para falar em democracia quem é cúmplice do que ocorre em Cuba.
Vamos deixar de hipocrisia. Nossos esquerdinhas estão chegando atrasados à festa. O muro ruiu há 20 anos.
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