O BRASIL E O DEBATE NA EUROPA

O BRASIL E O DEBATE NA EUROPA

A Europa continua a ser o centro da cultura e dos debates mais importantes sobre a atualidade mundial. Desde a questão do aquecimento global a crise nas economias, a Europa, embora não tenha a importância e a influência dos anos 60, digamos, ainda é onde se pensa melhor. Nesse momento em que vários países estão com eleições recentes ou em campanha, é interessante se verificar as diferenças, que parecem pequenas, mas não o são, entre os dois principais blocos em disputa.

 HOME ARTIGOS  |  PROGRAMAÇÃO  |  HISTÓRIA  |  LIVROS  |  CONTATO

Programação Rede Vida

 Artigos
     

 


O BRASIL E O DEBATE NA EUROPA

        A Europa continua a ser o centro da cultura e dos debates mais importantes sobre a atualidade mundial. Desde a questão do aquecimento global a crise nas economias, a Europa, embora não tenha a importância e a influência dos anos 60, digamos, ainda é onde se pensa melhor.
Nesse momento em que vários países estão com eleições recentes ou em campanha, é interessante se verificar as diferenças, que parecem pequenas, mas não o são, entre os dois principais blocos em disputa.

     Os conservadores querem o crescimento econômico para chegar a maior oferta do emprego e defendem as pequenas e médias empresas. Sem negar, no entanto, o papel das grandes corporações, inclusive estatais, no processo econômico e social.
Também se preocupam com as contas públicas, com a moeda, o custo da máquina oficial e o preço da democracia – este em função das despesas com os legislativos que em todo lugar chegam a assustar, se comparadas a outros gastos públicos. No mais, defendem a ordem e a segurança, inclusive através de apertos na legislação, que passou a permitir, por diferentes motivos, que criminosos ou delinqüentes reincidentes ganhem as ruas após poucos anos de cadeia.

     Os socialistas vivem um clima de retrocesso, uma vez que andam se aproximando perigosamente da velha esquerda leninista. E esta, por sua vez, com habilidade, vem tirando proveito da crise e, onde é possível, legalizando imigrantes aos montes, numa versão europeia dos nossos programas sociais sob o aspecto de seus efeitos eleitorais.
A Europa de esquerda testa a resistência e até a dignidade da população democrata e de centro. São propostas que fazem corar os formados dentro dos princípios da família e dos valores cristãos. E mostram que dominam a mídia de maneira preocupante. Na Espanha o que se passa beira o inacreditável!

    O primeiro-ministro italiano  Silvio Berlusconi, que gosta de competir com seu colega francês em termos de aventuras –  um se casou logo que assumiu e outro se separou depois de voltar ao poder –, goza de grande popularidade, apesar da implacável perseguição da mídia. Mas é competente, está dando segurança ao italiano e, como foi em 29, o país sofre menos com a crise. Isto enlouquece a
esquerda europeia, pois sabe que a Itália é uma referência no mundo latino e teve seus grandes momentos sob regimes conservadores.

   No mais, os conservadores têm levado alguma vantagem na compostura de seus membros, no comportamento mais desarmado   de radicalismos e até mesmo ressentimentos. Mas o mundo não é mais o mesmo. O nível dos políticos caiu muito. Todos estão vivendo revelações de corrupção a cada momento e falta uma classe média, uma burguesia, forte e atuante. Para piorar, os jovens andam fora da política e, com isso, ou contestam na base da violência inconsequente ou se omitem. Poucos colaboram para melhorar o índice de decência.

   São casos a serem pensados pelos que ainda desejam ver o quadro se alterar para melhor. Senão, vamos para um mundo mais injusto, mais corrupto e mais imoral.E sempre escondendo a verdade. Ninguém se lembra, por exemplo, de o Xá do Irã foi quem abriu o país  para o progresso, deu direitos as mulheres, impôs a ordem publica e garantiu a paz na região . O Irã hoje é esta ameaça ao mundo livre e seu povo vive no desespero do radicalismo religioso. Os espanhóis querem apagar da memora histórica o papel do General Franco, que garantiu a unidade do país e a democratização através da escolha do atual Rei como seu sucessor. A Inglaterra vive sua pior crise no pós-guerra e poucos se recordam dos anos dourados da Dama de Ferro.

     Estas eleições que estão se processando no velho mundo merecem ser observados com atenção.  Afinal ano que vem seremos nós brasileiros a votar.


Classifique esse artigo clicando nas estrelas

  • Currently 2.8/5 Stars.
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5

Classificado como 2.8/5 estrelas (63 Votos no total ate o momento)

 

 

     
  Conheça aqui os livros de
Aristóteles Drummond

 
   
     
 
Todos os direitos reservados para www.aristotelesdrummond.com.br
 HOME  |  ARTIGOS  |  PROGRAMAÇÃO  |  HISTÓRIA  |  LIVROS  |  CONTATO