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BASTA TER VONTADE

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BASTA TER VONTADE

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

          

      A segurança pública no Rio de Janeiro, na verdade, sempre foi uma questão de vontade e determinação política para enfrentar o problema para valer. Tivemos muitos governadores, e não apenas Brizola, que ficaram com a fama de fecharem os olhos ao domínio territorial do banditismo, que se instalou com a retirada dos bicheiros, quase todos de melhor nível cultural e até social. Esta é a verdade que não adianta esconder. Um banqueiro formado em direito ou militar era mais civilizado do que um marginal destes, para os quais a vida de terceiros é uma banalidade.

     Bastou o governador Sérgio Cabral levar a luta a sério, de maneira clara e aberta, para que a população visse uma luz no final do túnel. O importante tem sido restabelecer a confiança popular no governo do estado e na Polícia. Desde 82, foram eleitos os piores governadores – exceto Marcelo Allencar, que teve um grande secretário de Segurança. Houve até os que souberam enganar bem a sociedade mais culta e produtiva do Estado para, depois, ter a mesma postura que pareciam condenar.
                                            
     No que toca a fazer a economia nacional andar no ritmo devido, temos os empregos necessários e as contas com mais credibilidade. Não precisa nem diminuir o tamanho do Estado, como desejamos, mas que contraria a formação dos detentores do poder. Mas, por outro lado, pragmaticamente, o governo, sem gastar um centavo, poderia melhorar o perfil de nossa burocracia e tornar o Brasil mais atraente ao capital positivo, aquele que investe na produção ou nos serviços.
                                             
    O primeiro ponto a enfrentar com vontade política – e coragem – é a questão da legislação trabalhista, que é ruim e em vias de piorar pelo que se sabe estar tramitando no Congresso. A Justiça do Trabalho, com a penhora on line na primeira instância, já afasta o pequeno e médio empresário. E tais prejuízos não são recuperáveis, pois quem recebe uma antecipação de tutela, se perder depois, não terá, como não tem tido, como devolver. No setor público, é preciso restabelecer a autoridade, fazendo com que grevista tenha os dias parados descontados. O que se criou foram férias extras e pagas pelo contribuinte.

    Na área fiscal, a insegurança é total. Além da carga enorme, a burocracia e as surpresas assustam. Tínhamos de enfrentar o corporativismo fiscal, simplificar e ampliar a base. Até mesmo mantendo o imposto alto, mas sem sustos, surpresas e outras coisas conhecidas, incluindo, aí, a burrice.

    O governo federal tem de mostrar uma face mais simpática ao investidor no agronegócio, na indústria, sem deixar dúvida que tem controle sobre os absurdos dos funcionários ambientais, que, na verdade, estão a serviço da causa anti-empresarial. Não sabem que a poluição que deveriam condenar é a do desemprego, da falta de investimentos, do atraso, e suas consequências sociais.

     A presidente, Dilma Rousseff, tem de agir sem gastar dinheiro, apenas com vontade de facilitar o progresso e conter os radicais de seu grupo de origem. São eles: os ambientalistas fundamentalistas, os sindicalistas selvagens, os diplomatas ressentidos e os fiscais que agem de má-fé ou triste ideologia.

     O progresso, inclusive o social, tem nome: liberdade e facilidade para empreender.

          

 

 

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