O trecho da BR-040, Rio-Juiz de Fora, que vai de Xerém até Areal pelo menos, está virando rapidamente um favelão só. E o poder público, municipal (Caxias e Petrópolis), estadual (via SERLA) e federal, se mantém totalmente omissos.
O risco para a população é grande, especialmente na época das chuvas. A estrada se torna perigosa pelo grande número de pedestres nos trechos em que não existe acostamento. As ligações de luz são irregulares certamente, assim como a derrubada das árvores. O IBAMA, tão atento em defender as “pererecas” do Arco Rodoviário, é omisso junto às municipalidades, ao DNITT, à concessionária CONCER e ao próprio Estado.
Petrópolis e seus distritos têm como maior fonte de empregos e significativa presença em seu movimento comercial no turismo e nas residências de final de semana. Estas, mais um pouco, sofrerão com o avanço do domínio irregular da estrada. Inacreditável que se esteja assistindo com impassividade a tragédia de amanhã.
A estrada que margeia o Rio Sarapuí foi onerada em 18 milhões de reais com as exigências ambientais em relação à moradia das “pererecas”, dinheiro mais do que suficiente para a construção de casas populares na região, desobstruindo, inclusive, as margens do Rio Paraibuna na altura de Pedro do Rio, onde moradias correm sério risco. Logo, anda faltando vontade política e racionalidade no trato destes assuntos. E depois que as casas forem milhares, a remoção será mais difícil.
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