Embora com uma economia importante e apresentando bons números entre as dez nações com maior PIB, o ramo segurador brasileiro é muito tímido, pouco usado e nada incentivado.
Povos mais cultos – e prudentes – recorrem ao seguro de vida para a proteção da família, incluindo até o pagamento de anuidades escolares e universitárias. Muitas apólices são combinadas com poupança e o titular pode optar ao final de determinados anos em sacar o valor pago corrigido. Outro seguro importante é o de acidentes pessoais. A estatização do seguro relacionado ao trabalho foi um erro e abriu as portas a casos de corrupção.
Na área da saúde, onde um terço da população hoje é atendida pela rede privada, existem os planos e os seguros. Estes, no entanto, estão menos presentes no mercado em função de uma legislação que muda a cada ano. Quem sofre é a classe média, uma vez que os mais ricos já vêm fazendo o seguro no exterior. A saúde é o grande drama dos fundos de pensão que ainda mantém este tipo de benefício, mas que é precioso para o trabalhador assalariado.
Outros, pela incidência dos sinistros, andam caros, como o de cargas, com a audácia dos assaltantes em nossas estradas.
Os sindicatos estão sempre às voltas com o mero aumento salarial, esquecidos de que muitos benefícios valem muito mais para a tranqüilidade do trabalhador. Um seguro de vida coletivo, correspondente a 40 salários, seria um ato de justiça e de responsabilidade social nas empresas que pudessem. Nada por imposição, mas sempre por negociação.
É momento de se pensar no assunto. E começar por atender os motoristas profissionais, que saem de casa sem saber se voltam.
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