Temos observado, a nível nacional e internacional, uma campanha sistemática contra as religiões. Procura-se, dessa maneira, destruir a fé que boa parte da humanidade possui, nos mais diferentes credos e suas divisões.
A Igreja Católica e as demais igrejas cristãs são alvo de insinuações com a divulgação de fatos negativos envolvendo seus membros, como se as instituições não fossem compostas por seres humanos. Padres e pastores são humanos, e erram. Devem ser punidos e afastados dos igrejas e pela Justiça de cada país, quando for o caso.
O heróico povo judeu, de onde saiu Jesus Cristo das igrejas cristãs, é alvo de campanha permanente a pretexto da violência reinante no Oriente Médio, em que a ação israelense é defensiva e não ofensiva. O leitor desavisado fica a imaginar que os israelenses vivem a provocar os palestinos gratuitamente. Ora, a ONU é a grande responsável pela crise que perdura há décadas, pois definiu o Estado de Israel e deixou os palestinos errantes e sem abrigo nas nações com eles identificados. Muitos são solidários da boca para fora , de vez que os querem fixados em território próprio.
Israel não tem culpa por, generosamente, abrigar, dar emprego e bom atendimento público a uma grande população palestina em seu território. As áreas ocupadas, por medida de segurança, foram conquistadas em reação a duas covardes agressões, repelidas com competência pelos militares israelenses. Logo, mostrar a reação de Israel como se fosse uma iniciava agressora é má-fé evidente. E, nesta área, o Brasil não pode, nem deve, se meter. Afinal, temos parte de nossa população de origem semita ou palestina, sem nenhum reflexo aqui do que acontece lá.
Agora as denúncias de pedofilia entre o clero ganha foros de perseguição. Querem cobrar do Vaticano julgamentos sumários. Especulam sobre omissões do Papa em fatos que ele, dificilmente, teve conhecimento. A Igreja sofre, e as demais também, quando seus religiosos têm desvios de conduta. O tratamento não deve ser emocional, mas racional, como, aliás, fizeram os judeus brasileiros quando do triste episódio envolvendo seu principal rabino no Brasil, preso, furtando uma gravata na Flórida.
Nessa semana da Páscoa, inclusive judaica, devemos todos parar para pensar e manifestar um voto de confiança nas instituições religiosas, na esperança de que elas sejam mais vigilantes e ágeis e que essa campanha sem sentido seja contida. Existe uma má vontade daqueles herdeiros de Lênin, que dizia ser a religião o ópio dos povos. E na verdade o câncer foi mesmo o comunismo, uma vez que o delírio nazista passou e deixou apenas uma retórica ensandecida em alguns líderes totalitários, como o triste caso do Irã, que também pela omissão das grandes potências deixou cair um regime que estava promovendo uma revolução positiva e democrática no país, na educação, na posição da mulher e no pluralismo religioso, com muita coragem. A queda do Xá foi uma página triste (e cara) para a humanidade e a paz mundial. O século XXI não se poderia supor a existência de “ayatolás”.
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