O ministro Nelson Jobim é um homem de bonita carreira de serviço ao Brasil. Constituinte de saber e bom senso, jurista, magistrado, ministro de Estado mais de uma vez, é o que se chama de cidadão de moral ilibada.
A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, está encantando os brasileiros nestes primeiros meses de governo. Postura discreta, agenda positiva de estudos e projetos, visão realista da conjuntura econômica local e mundial. Desde o professor Leitão de Abreu, a Casa Civil não tinha um ocupante com real e competente ligação com o gabinete presidencial.
O documento que recebeu dos comandantes militares sobre a Comissão Nacional da Verdade é uma peça coerente com os serviços de alta qualidade ética e moral que os militares emprestam à vida brasileira, desde o Império. Esta tal comissão é apenas uma tentativa de dividir brasileiros. E não devemos incentivar ódios e, se formos abrir feridas, e se elas não se constituírem em farsa, os atingidos estarão de ambos os lados.
Alguém ignora, ou tem coragem de negar, que os participantes da chamada luta armada, por mais bem intencionados que fossem, assaltaram bancos, assassinaram inocentes, sequestraram diplomatas, mataram a sangue frio agentes das polícias que cumpriam a missão de proteger diplomatas? Os militantes que escreveram livros contando de suas aventuras mentiram ao se referirem aos “justiçamentos” de companheiros? Aliás, uma prática que vem desde o velho partidão (PCB), em que o caso Elza Fernandes é o mais conhecido – e reconhecido pelo próprio Prestes. O livro Verdade Sufocada, do Coronel Brilhante Ustra, alvo de ignominiosa acusação, foi contestado em algum momento?
Essa comissão não visa a verdade, mas a mentira, a versão de um lado só. É resultado do ódio que foi a tônica, e ainda é, do estalinismo que sobrevive em muitas cabeças pelo mundo afora.
O que querem estes elementos com a tal comissão? Criar dificuldades ao governo e à sociedade? Humilhar nossos soldados? O prontuário das eventuais vítimas de lamentáveis atos de violência que marcam, em todo o mundo e em toda hora, se constitui de embates entre agentes da lei e transgressores, especialmente quando estes estão armados e fazem uso das armas com desenvoltura. Já não basta a fila de generosas indenizações em dinheiro a tantos que resolveram trocar por ouro o que se supunha ideais da mocidade?
Temos de confiar no ministro e, mais ainda, na presidente que queremos para todos os brasileiros. Sem exceções.
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