A luta pelo desenvolvimento é o foco dos povos que desejam melhorar a qualidade de vida da sociedade em que estão inseridos, com maior renda e serviços básicos, como saúde, educação e segurança. Todos buscam este ideal, que está ligado à felicidade das famílias. Só os radicais, enlouquecidos por ideologias, fanáticos de fundo religioso ou envenenados no fundo da alma por frustrações menores não procuram se enquadrar dentro dessa lógica do desenvolvimento, econômico, social, cultural.
No entanto, por mais incrível que pareça, no mundo em que a comunicação é quase instantânea, que a troca de informações entre homens e mulheres de diferentes níveis culturais são permanentes, as forças do ressentimento e do atraso são mais fortes do que se imagina. Vivemos um momento que fascinaria Freud, se estivesse entre nós.
O brasileiro, mal sai do berço, já aprende que Ordem e Progresso andam de mãos dadas, sendo a divisa de nossa bandeira. E temos tido, entre nós, um forte grupo apedrejando a Ordem, através de manifestações irracionais, passando por greves prolongadas, que afetam crianças nos seus estudos, doentes em suas dificuldades. O povo em geral, no seu dia a dia, depende de transportes, fornecimento regular de combustíveis e serviços bancários e de Correios. E foi um ano complicado nesses aspectos.
Fala-se em progresso, novas indústrias e melhores empregos, mas se tenta embargar, pelos mais absurdos motivos, as obras para geração e transmissão de energia, de estradas e de portos. Tudo em nome do meio ambiente, que, na verdade, reside mais na miséria em que vive parte da população do que pelo corte de meia dúzia de árvores, facilmente replantáveis em outras áreas e até mesmo o silêncio para o justo sono dos silvícolas. A estrada que liga Manaus a Boavista, única ligação terrestre da capital amazonense, fecha 12 horas por dia para que o barulho dos caminhões não perturbe os índios. O morador de qualquer cidade, ou das margens de qualquer estrada, acha até graça desta realidade que beira o ridículo.
Como atrair investidores com esse tipo de comportamento, com uma legislação trabalhista que inibe a oferta de empregos, uma política tributária que é das maiores do mundo e convive com a fraude e a sonegação impunes. Ficaríamos entregues aos que investem apenas com recursos de entidades públicas ou com ousadia que beira a irresponsabilidade, como projetos em licenciamento na Prefeitura do Rio para se destruir a paisagem do Parque do Flamengo ou congestionar a principal rua do Leblon.
O Judiciário e o Ministério Público precisam avaliar as repercussões de parar uma obra vital ao progresso. O governo deveria enquadrar os organismos que sabotam projetos de interesse nacional, como estradas e usinas. Senão, estaremos condenados a sermos uma simples promessa de ordem e de progresso. |