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CORREÇÃO DE RUMOS

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

Portugal já está modificando sua atrasada legislação trabalhista para sair da crise. No Brasil, nada é feito para modernizar a área e o Tribunal Superior do Trabalho começar a emitir algumas súmulas a serem obedecidas pelos tribunais regionais, devolvendo, assim, a paz aos empresários – condição para que aumentem a oferta de empregos. Sim, pois é o empresariado    que cria empregos; governo cria despesas não produtivas e paternalistas, como vem fazendo.

O governo está lento. Estamos vivendo um verdadeiro apagão na mão de obra mais qualificada. E o chamado profissional não-técnico, indispensável para atender a demanda de obras, como os casos dos pedreiros, pintores, soldadores, eletricistas, operadores de equipamentos urbanos e rurais especiais e outros, cria dificuldades para o setor de engenharia em geral. É preciso um trabalho rápido, urgente, na qualificação profissional, por parte dos governos e maior cooperação com o sistema “S”. Este funciona, mas não atende à demanda nacional. Além de despertar ciúmes nos defensores do Estado provedor, que é o Estado ineficiente.

Nosso ensino superior tem de ser mais pragmático e eficiente. A evasão, que em alguns cursos importantes chega à metade dos que ingressam no primeiro ano, causa indignação. Temos de aumentar o número de estudantes concluintes.

Os parlamentares andam perdendo uma boa oportunidade de recuperarem prestígio junto à sociedade ao se omitirem diante de uma legislação que inibe o gerador de emprego, que leva desesperança à mocidade brasileira, que pune o empreendedor. Como se já não bastasse as atuais aberrações, tramitam no Congresso loucuras inacreditáveis nesta área. Como sempre ocorre, querem distribuir benesses com o dinheiro dos outros. E o Brasil, pelos impostos, pela taxa de câmbio, pelas falhas na infraestrutura não suporta mais nenhum tipo de aumento de custos. Estamos no limite!

 Faltam políticos nos postos de mando com tradição empresarial, que saibam gerenciar, como diziam os ex-governadores paulistas Adhemar de Barros e Paulo Maluf. Políticos empresários como Horácio Lafer, Herbert Levy, Roberto Simonsen, Pereira Lopes, Magalhães Pinto –também ex-governador de Minas –, Andrade Vieira, Auro Moura Andrade, Jessé Pinto Freire, Ermírio de Morais. Todos deram, no passado, a contribuição de quem sabe o que é a luta do empresário num país como o nosso. O Parlamento e os governos viraram laboratórios ideológicos, sindicais ou de puro populismo. O progresso do povo e da nação fica por conta da sociedade, como é o que tem ocorrido.

 Temos de repetir à exaustão que o Brasil só sobreviverá a crise com empresas fortes, com garantias de lucratividade, com custos compatíveis aos seus concorrentes. Os números de nossas empresas, apesar da má vontade do setor público, é que salvam nossa economia. Quem atrai investimentos é o empresário, quem exporta é o produtor, quem paga os impostos para as “políticas sociais” é o empreendedor. O povo já percebeu isso. Já lamenta o baixo nível de eficiência e menor ainda moral dos governantes, especialmente nos municípios.

 Temos de salvar a democracia, que anda desacreditada, a economia que anda comprometida com os gastos públicos, as empresas que estão asfixiadas pelo câmbio, juros e impostos. Só não vê quem não quer. Esta gente cultora da irresponsabilidade, praticantes da demagogia descarada, mestres na arte de roubar, não pode dificultar o progresso de um povo e de uma nação que possui fundamentos históricos, éticos e morais diferentes. A maioria silenciosa tem de agir, antes que a minoria barulhenta avance na tomada do poder em detrimento da liberdade e do respeito à propriedade, inclusive pela via da gula fiscal.

O tema merece um mínimo de meditação. Alienação tem limites!!!

 

 

 

 

 

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