CRESCIMENTO COM ENERGIA

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CRESCIMENTO COM ENERGIA

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

     

       A energia move o mundo. Não existe uma fonte que não contenha riscos ambientais e nem que seja barata.

       O setor viveu o drama nos EUA com o vazamento de óleo que causou imensos danos ambientais e um prejuízo de mais de 20 bilhões de dólares a British Petroleum.  Anos atrás, no Alasca, a quebra de um navio-tanque da EXXON foi outra catástrofe. Agora, o Japão está às voltas com o drama nuclear.

        Riscos sempre existirão. Mas temos de conviver com o possível. Imagine a França abandonar suas usinas nucleares, que fornecem mais de 70% da energia elétrica do país. Ou a Alemanha e mesmo os EUA. O carvão também polui e sacrifica quem trabalha nas suas minas. A eólica, que anda em moda, está muito presente na Península Ibérica, mas enfeia a paisagem enormemente. A solar com seus painéis também prejudica a visão de prédios e residências.

        O Brasil foi abençoado com uma matriz energética de boa qualidade ambiental e segurança. Temos energia de origem hidráulica e temos o etanol, de elogiável performance quanto a poluição. Mas não podemos abrir mão das demais fontes, alternativas, para completar nossas necessidades e termos acesso às tecnologias que estão sendo desenvolvidas. Inclusive a nuclear.

       Temos ainda a explorar melhor o nosso carvão, a turfa, o xisto betuminoso e confiar nas pesquisas de petróleo e gás em terra firme. O pré-sal é promissor, mas exigirá tecnologia e muito dinheiro até ser uma realidade.

        Para nossa tranquilidade, possuímos dois gigantes como a Petrobras e a Eletrobrás e uma grande quantidade de técnicos de primeira linha, pesquisadores, centros de estudos do porte do CENPES e CEPEL, universidades, além das empresas privadas que atuam no setor. O Ministério das Minas e Energia tem quadros da melhor qualidade.

       Belo Monte e as linhas de transmissão do Madeira são prioridades, assim como a Tucuruí-Manaus. Elas vão poupar dois bilhões de reais por ano em gastos com termelétricas.

       Precisamos tocar os projetos existentes e que encontram dificuldades ambientais ou indígenas sem sentido, e, agora, até de motins, em postura revolucionaria como no canteiro de Jirau.

       Defensores do meio ambiente somos todos nós. Mas vamos devagar com o andor, como se dizia antigamente!

      Os problemas provocados por entraves burocráticos podem até comprometer eventos do porte da Copa 2014. O tempo vai passando e as obras não andam. Não pode continuar assim.

 

                                               

 

 

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