Chile, Colômbia e Peru se constituem hoje democracias respeitadas e incontestadas no mundo. Todos tiveram problemas no passado, desde intervenções militares ao terrorismo mais cruel. O Chile quase se torna um satélite de Cuba pela via do voto equivocado. Basta lembrar que Salvador Allende venceu por menos de dois por cento dos votos.
O Brasil é uma democracia consolidada e nosso presidente consegue manter boas relações em todo o Continente, embora tenha cometido o erro de Honduras. Mas precisa refrear as relações com países que estão na rota do autoritarismo com destino ao totalitarismo.
A crise na Argentina vai esquentar. As classes produtoras estão acuadas e enfraquecidas com a situação, mas não estão fora do jogo. A imprensa claramente ameaçada. O mesmo ocorre com os militares, que erraram muito no passado. Hoje, existe uma nova geração equilibrada e consciente de que intervir em último caso, para repor a ordem nas ruas, é dever inalienável da carreira militar. Não há mais como esconder a inflação e a queda na produção.
A Venezuela, como se diz na gíria, “já rasgou a fantasia” e, além de agir internamente, não resiste a tumultuar a vida dos vizinhos, inclusive com ameaças.O problema interno, inclusive no abastecimento de gêneros alimentícios, se agrava a cada dia. O mesmo ocorre na Bolívia, que perde oportunidade de aproveitar suas riquezas minerais. O próprio gás, o Brasil terá muito em breve e pode deixar de comprar o produto contratado por um preço e que já está sendo vendido por outro.
O Paraguai quer resolver seus problemas criando dificuldades ao Brasil. Força preços novos na energia de Itaipu – onde não colocaram um dólar – e faz restrições a milhares de produtores brasileiros (os brasiguaios) na titulagem de suas terras.
O Uruguai vive tentando mexer no seu passado, em que o terrorismo foi ativo e agora quer acertar contas com a repressão, que foi competente e heróica. O país é dividido e não vai se colocar um governo revanchista e radical sem uma reação vigorosa de suas forças vivas.
O Equador é outro que compromete seu petróleo, rompendo contratos, inclusive com empresas brasileiras. Vai agravar o quadro de pobreza e deve voltar a instabilidade política.
Logo, o Brasil que está navegando tão bem na crise mundial, deve passar a tomar maior cuidado nas relações de intimidade com quem está no caminho errado. Nesta hora, a conta vem rápida.
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