A crise dos Democratas afetou a raciocínio de seus líderes. Querem fazer uma fusão com os tucanos, que sempre os trataram como aliados incômodos pelo fato de a maioria absoluta ser oriunda dos quadros da ARENA e do PDS, partidos de apoio ao regime miliar. A ponto de o candidato José Serra, em 2002, ter preferido vice do PMDB, apesar do comportamento impecável do então PFL, na pessoa do admirável Marco Maciel. Agora, sem saída, aceitou o candidato do DEM, “desde que não tivesse sido do PDS”. Isso limitou a escolha a menores de 40 anos, como foi o caso do então deputado Indio da Costa. A perda da razão é tanta que admitem ter no mesmo processo o PPS, que é apenas, e declaradamente, sucessor do Partido Comunista (PCB), o velho partidão.
Na verdade, se for para partir para uma fusão, a única coerente e natural seria com o PP, que, apesar de garantir a goverrnabilidade apoiando os governos do PT, nunca abandonou seus compromissos com a ordem, a livre empresa, a liberdade de imprensa e o desenvolvimentismo. O PP jamais escondeu que sucede a ARENA e o PDS e que é corresponsável por obras como Tucuruí, Itaipú, Ponte Presidente Costa e Silva, Transamazônica, BNH, FUNRURAL e outros feitos do período militar. E o regime foi apoiado por quase todos os integrantes dos Democratas, que fundaram o PFL como dissidência do PDS no último minuto do governo João Figueiredo.
Curioso ver os Democratas quererem ficar no mesmo partido que é “primo” do PT e que apenas com ele disputa o poder, mas não discorda da linha mais à esquerda. Quem tem memória sabe que as indenizações aos opositores do regime anterior surgiu no governo FHC, assim como a cumplicidade com o MST, que invdiu a fazenda do então Presidente e ficou por isso mesmo!. Afinal, o senador Nunes Ferreira, tucano paulista, foi auxiliar direto de Carlos Marighella, na “luta armada”.
Para não fugir a regra, Minas é um caso isolado. O partido reúne o pluralismo democratico, sem idisssincrasias e na cordialidade que deve prevalecer nos homens públicos. O mais antigo e talvez ilustre membro da bancada federal mineira,Bonifácio Andrada, do PSDB, foi da ARENA e do PDS e nunca sofreu restrições por tal . Mas Nelson Marchesan, que predidiu a Câmara dos Deputados pela ARENA, foi do PFL, na primeira tentativa de se filiar aos tucanos gaúchos foi vetado.
Esta fusão vai ser da confusão, caso venha a se concretizar. E vai permitir que muita gente não a acompanhe, indo para o PP ou até o PTB de tendencia moderada. E este PSD, que é uma brincadeira de mau gosto na tentativa de suceder o grande partido do centro democratico que marcou a politica brasileira de 46 a 66, quer apoiar o govêrno, com um comandante que é o Prefeito de São Paulo, cuja experiência municipal foi construida quando membro do secretariado do Prefeito Celso Pita .
Temos de ter um máximo de seis partidos, mas não formados com incoerência, oportunismo eleitoreiro como a propalada fusão DEM-PSDB-PPS ou criação desta caricatura de legenda que é o PSD de José Serra, segundo dizem. No fundo, a questão paulista, com mais uma gressão – ou traição- ao Governador Geraldo Alkmin. E a origem, claro, está no “fogo amigo”, do candidato derrotado duas vezes ao Planalto.
O triste nisso é que a nossa democracia, que precisa se consolidar, ser forte e aplaudida pela opinião pública, fica abalada com tanta incoerência e equívocos.
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