A turma que gosta de criticar, e ironizar, procurou desmerecer a afirmativa do ministro Edson Lobão de que possuímos um dos melhores sistemas elétricos do mundo. E esta é a mais pura realidade e vem de longe. E, portanto, não estava querendo elogiar o governo que mal começou.
Começando pela engenharia na construção de grandes barragens, nossas empresas são reconhecidas e estão presentes em todo o mundo. Especialmente aquelas que construíram Itaipu em consórcio, como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht. O linhão de Itaipu em corrente contínua é a maior do mundo e foi pioneira. As turbinas e geradores, que eram importados, hoje são feitos no Brasil e agregam tecnologia desenvolvida por empresas multinacionais, como ABB, Siemens, GE e outras. Desenvolvemos sistemas de controle de geração e transmissão em igualdade com os grandes centros de tecnologia do setor.
Na distribuição, em mercado muito prejudicado pela inadimplência e a fraude, temos empresas públicas e privadas de referência gerencial pela excelência. Por exemplo: a CPFL, entre as privadas, e a CEMIG, entre as estatais – esta, inclusive, está entre as mais negociadas nas bolsas internacionais, premiada mais de uma vez por entidades do setor ou do mercado de capitais. E há ainda grupos menores, mas não menos competentes na prestação de serviços, como a privada REDE, que atua em áreas especiais como Tocantins, Pará e Mato Grosso e a veterana Cataguases, de Minas e pequena área no Estado do Rio, entre outras. Como na geração, além do sistema Eletrobras, empresas da qualidade da TRACTEBEL estão em permanente modernização e políticas de investimentos que garantem o crescimento econômico do país.
O Operador Nacional do Sistema (ONS) é um colegiado do mais alto nível, com quadros do setor público como no privado. Um país da dimensão do nosso, com o maior sistema integrado do mundo, pode sofrer panes. E nossa distribuição de fontes de geração é a melhor e mais limpa do mundo, com a predominância de hidroelétricas, sem prejuízo das inovações, como o uso dos ventos e dos resíduos agrícolas, como o bagaço de cana.
O setor responde rápido as demandas, como ocorreu com a Light. Desmontada em infeliz processo de privatização, foi recuperada com a troca de comando e estamos num verão chuvoso e sem problemas em sua área de concessão.
Agora que a presidente tem história no setor, a influência política será melhor administrada, mas cabe lembrar que esteve muito restrita ao caso de Furnas. A Eletrobras, por exemplo, tem tido dirigentes de reconhecimento consensual no setor, como os últimos presidentes Aloísio Vasconcellos e José Antonio Muniz Lopes – este o maior nome do setor em atividade, verdadeiro sucessor de Mário Bhering – e agora o experiente José da Costa Carvalho Neto, com passagem pela iniciativa privada.
O ministro não exagerou. Temos um setor confiável e competente, que precisa apenas de liberdade para trabalhar, longe das exigências ambientais ou indígenas. Em Mato Grosso do Sul, há uma usina pronta, de porte médio, sem poder gerar por dificuldades criadas por uma comunidade indígena, que impede a construção das linhas de transmissão.
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