O Sete de Setembro, que é a data maior da nacionalidade, acabou se tornando mais um feriado. Deixou, assim, de ser a oportunidade de se cultuar valores cívicos e patrióticos na nossa mocidade, como foi no passado.
Nos anos 70, chegou-se a criar a Semana da Pátria, com uma programação nacional de grande repercussão, com base em projetos da dimensão do Projeto Rondon. Este unia a mocidade universitária com a realidade nacional, mobilizando milhares de estudantes para visitas a regiões mais distantes e menos integradas a realidade nacional, inclusive, com viagens a aldeias indígenas. Um trabalho de tal dimensão que o atual governo pensou em relançar.
O dia da Independência era a oportunidade de se divulgar seu hino,e o próprio hino nacional que recente pesquisa mostrou ser ignorado por mais da metade da população que teve no próprio Imperador Pedro I um de seus autores, e o próprio hino nacional que recente pesquisa mostrou ser ignorado por mais da metade da população além dos patronos de nossas Forças Armadas, figuras exemplares sob todos os pontos de vista, como o Almirante Tamandaré – cujo testamento é das páginas mais bonitas de nossa história –, o marechal Comandante na Guerra do Paraguai, senador do Império e Duque de Caxias, e o Brigadeiro Eduardo Gomes, uma referência ética e moral para uma geração recente de brasileiros, mesmo entre os que não sufragaram seu nome nas duas eleições em que concorreu à Presidência da República. Daí, a importância dos desfiles militares, sempre acompanhados com euforia popular. Hoje, só falta se incluir nos desfiles alas de escolas de samba.
A Independência do Brasil é a consagração do Brasil cordial. Não foi feita às custas de sangue e movimentos armados, embora estes tenham sido inevitáveis para sua consolidação. Foi feita pelo Príncipe Regente, que se tornou Imperador e os legou, anos depois, em seu filho. E este veio a se constituir no mais admirado e amado dos brasileiros, o Imperador Pedro II, que nos governou por 49 anos com categoria e grandeza, formando governos com o que havia de melhor no país.
A República, ingrata, nunca convocou para os palanques oficiais os membros da Família Real do Brasil, como descendentes do autor da Independência e de quem aceitou passivamente a República, num mal explicado golpe de um grupo de militares, para evitar o derramamento do sangue de brasileiros. Aliás, a pressa com que embarcaram a Família Imperial tinha justamente o propósito de ocultar da população o que estava se passando. E, hoje, depois destes 111 anos de República, de escândalos e mais escândalos, o sentimento popular é de evidente simpatia pelos anos em que estivemos entregues a figuras do porte do Imperador e de seus ministros.
Muito se tem escrito sobre nossa história e os bons personagens crescem a cada momento. São pessoas que devem ser vistas como um patrimônio a ser lembrado e exaltado, pois tais figuras governaram com eficiência, sonhando com a liberdade e o progresso, como Tiradentes e os inconfidentes, os tenentes de 30, os constituintes de 46 e outros que tiveram em comum o amor desinteressado pelo Brasil. |