Neste 15 de janeiro, João Figueiredo estaria completando 93 anos. Não dá para atender ao pedido para ser esquecido do presidente, dentro de seu temperamento que não primava pelo bom humor. Mas o importante é que foi um grande soldado, um grande brasileiro e um bom presidente da República.
Sua figura e obra de governo vão passar bem na história, vencido este período em que ainda sobrevivem ressentidos. Gente que, na falta de argumentos, apela para o deboche em relação a quem só merece respeito e admiração.
Cabe lembrar que Figueiredo recebeu as lições de patriotismo, honradez e amor à democracia em casa, de seu pai, General Euclides Figueiredo, que, inclusive, teve presença parlamentar como deputado federal pelo Rio, na então UDN. Foi criado com irmãos que se tornaram ilustres e respeitados, como os que, com ele, seguiram a carreira militar, os generais Euclides e Diogo de Figueiredo, e o escritor consagrado internacionalmente Guilherme Figueiredo. Na carreira, foi brilhante nos cursos militares, sendo destaque em sua turma. Antes de ser presidente da República, foi ministro em dois governos – Chefe da Casa Militar do presidente Médici e ministro Chefe do Serviço Nacional de Informações, com o Ernesto Geisel, o que lhe deu amplo conhecimento da realidade brasileira.
Governou desde o primeiro dia sem a cobertura de atos institucionais, aboliu o bi-partidarismo, foi autor de proposta generosa de anistia. Chegou até os que cometeram os chamados crimes de sangue, ou seja, mataram, e lhes devolveu os direitos políticos de imediato, quando os “donos” da então oposição gostariam de adiar a volta de anistiados que, com eles, iriam competir. Não influiu na sua sucessão. E a prova está que o candidato da oposição venceu com facilidade no Colégio Eleitoral em que sua influência se poderia fazer sentir. Quem viveu aquela legislatura, e não são poucos, sabem da história.
Como presidente, teve uma seleção de craques, todos honrados, competentes e realizadores. Basta lembrar-se de Delfim Netto, Ernane Galveas, César Cals, Mário Andreazza, Haroldo Corrêa de Matos, Leitão de Abreu, Elizeu Resende, Nestor Jost, Ibrahim Abi-Ackel, Murilo Badaró, João Camilo Pena, Saraiva Guerreiro. Construiu Tucuruí, triplicou a produção brasileira de petróleo, construiu a moderna Rio-Juiz de Fora, aproveitou o carvão nacional na geração de energia e no processo da indústria do cimento até o paralelo de Vitória. A seu governo devemos o Proálcool.
Por tudo isso, não devemos nem podemos esquecer este grande brasileiro!!!
|