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MÃOS À OBRA

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

  

     A vantagem da continuidade no governo federal, e em estados da importância de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, é que os novos mandatos já vão se iniciar com o bonde andando. E compromissos firmados.

    No caso do Rio de Janeiro, a Copa de 2014 e as Olimpíadas dependem de obras que precisam sair do papel logo. Em São Paulo, o diálogo com Brasília melhorará demais, pelo próprio temperamento do governador Geraldo Alckmin e seu estilo de fazer política. Também se espera que o governo paulista prestigie a livre empresa para a criação de novos empregos e crescimento dos negócios pela via de uma política fiscal inteligente. Afinal, o vice-governador, Afif Domingos, é um liberal, empreendedor e líder de classe, que  presidiu, inclusive, a Associação Comercial de São Paulo, a maior e mais importante do Brasil. Minas Gerais já vinha com um bom diálogo com o governo federal de posição política oposta, e agora continuará a trabalhar em combinação estreita e, certamente, em novas frentes, inclusive nas parcerias da CEMIG E CODEMIG com a Petrobrás.

    A questão do biocombustível tem de ser encarada como do mais alto interesse nacional, especialmente na consolidação de um mercado externo? via mistura na gasolina? que pode permitir que o Brasil mais do que triplique sua produção atual e abra espaços para outros países da América Central e Caribe, resolvendo até uma questão política para o continente. O setor privado está pronto, bastando apenas a cobertura do governo nos fóruns internacionais e nos acordos comerciais que contam com a participação do governo brasileiro. Nesta frente, no agronegócio voltado para a energia, existe a vantagem do emprego da mão de obra disponível, da economia de petróleo, de melhoria no meio ambiente. E toda uma indústria pronta a fornecer o que é necessário aqui e lá fora.

    A responsabilidade do Brasil em relação à Copa é de gravidade mundial, caso tenhamos problemas. São sete as capitais que precisam ser atendidas, e logo. A FIFA já manifestou sua preocupação ao ver que as coisas estão muito devagar na maioria das cidades, inclusive nos estádios.

    O momento é de união e otimismo. Mas o governo não pode perder este clima na escolha de nomes polêmicos ou na circulação de temas que dividem e não somam junto à sociedade. Vamos dar uma trégua a estes temas e cuidar de melhorar a vida do brasileiro na saúde, no crescimento econômico e no prestígio internacional.

 

 

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