MARINA MOSTRA JUÍZO E CONVENCE

MARINA MOSTRA JUÍZO E CONVENCE

Não será surpresa se a senadora Marina Silva começar a crescer. Como estamos no início da campanha, tudo pode acontecer em termos de opção do eleitor. São mensagens fortes, a de Marina, de bom senso, equilíbrio, honestidade nas posições, transmitindo sinceridade, contrastando com as opiniões orientadas pelos marqueteiros dos outros candidatos. O povo já percebe isso tudo. Lê jornais, assiste à TV e ouve rádio, em todas as cidades, desde as maiores as menores. E tem a Internet, que nesta eleição terá sua cota de importância.

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MARINA MOSTRA JUÍZO E CONVENCE

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

       

                Não será surpresa se a senadora  Marina Silva começar a crescer.  Como estamos no início da campanha, tudo pode acontecer em termos de opção do eleitor. São mensagens fortes, a de Marina, de bom senso, equilíbrio, honestidade nas posições, transmitindo sinceridade, contrastando com as opiniões orientadas pelos marqueteiros dos outros candidatos. O povo já percebe isso tudo. Lê jornais, assiste à TV e ouve rádio, em todas as cidades, desde as maiores as menores. E tem a Internet, que nesta eleição terá sua cota de importância.

               É claro que Dilma leva a vantagem de ter o apoio do presidente Lula, que é popular, obteve bons resultados e que paira acima de “companheiros” de comportamento duvidoso – seja na ética  ou nos equívocos de uma mentalidade superada em todo o mundo. Mas Lula resiste a tudo isso, levando a vantagem de que o povo que vota não sabe bem o que quer dizer os regimes do Irã, Venezuela, Cuba e outros que nosso presidente é levado a prestigiar por assessores  marcados por ressentimentos ideológicos. Só no Brasil há gente que ainda quer justificar Cuba  e estes regimes  exóticos, que são alvo da ironia do mundo mais culto e desenvolvido.

              Nesse quadro, em quatro décadas de reportagem política, podemos arriscar que a senadora do Acre, , que tem como vice um empresário vitorioso, pode ir ao segundo turno. Neste caso, enfrentará a outra candidata mulher, com o apoio do presidente cuja popularidade se iguala a de JK e Médici, os mais queridos dos brasileiros até agora. Além de Itamar Franco, que foi o mais respeitado em tempos de crise e perigo para as instituições, que soube superar com bom senso e espírito público.E ainda legou o Real e os genéricos que outros tentam se apropriar.

             Eleição pode surpreender: Jânio venceu a Prefeitura de São Paulo de surpresa em 53; Américo Gianetti a de BH; Lomanto Junior foi governador da Bahia, vencendo as oligarquias  políticas do Estado. Os 17 senadores eleitos pelo MDB, em 74, surpreenderam o próprio regime militar, que teve de criar os senadores indiretos para as eleições de 78. E Collor, na primeira direta, em 89, nem partido tinha e derrotou nomes consagrados como Mário Covas, Leonel Brizola, Paulo Maluf, Aureliano Chaves e Guilherme Afif, além do presidente Lula com quem foi ao segundo turno.

             Os mais otimistas (ou arrogantes) precisam ter humildade diante do povo que já sabe votar, pelo menos na majoritária. Vota em quem sabe, quem fez, em quem pode fazer mais. Não se deixa levar pelo bom discurso dos bons moços e percebe o perfil íntimo do candidato, muitos com indisfarçável distancia do povo.

             O momento político é da verdade, dos trunfos reais e não mais do imaginário. Não adiantam  máquinas montadas pelo poder,seja político ou econômico,  no uso e no abuso. Dilma vai disparar,   não pelo apoio oficial e, sim, pela obra de governo, com a qual está identificada. E o eleitor quer resultados, como, aliás, teve sensibilidade singular o PSB de Minas, que apóia uma capa cruzada – Dilma-Anastásia –, obedecendo a este desejo popular de votar em quem faz.
          Entramos na semana das definições estaduais, mas sem maiores reflexos na disputa federal.  O povo, e os prefeitos, vereadores, chapas de federais e estaduais, que estão mais próximos do eleitor, vai fazer suas opções independente das cúpulas partidárias. Esta é a verdade, e pode sugerir que a reforma política seja feita com o fortalecimento  dos partidos, sem o que  nunca teremos uma democracia de fato .

            Esta eleição marca ainda  a hipocrisia dos  atuais partidos, senão vejamos : O PSDB escolheu candidato sem aceitar prévias , ouvir bases e aliados naturais como seriam o DEM, PTB e o PP ; o PMDB  parte para uma coligação qUe não une e que foi decidida pelos três mosqueteiros que dominam o partido – que são quatro também  como na obra de Dumas - ; o PSB sacrificou seu candidato e vai crescer em termos nacionais pois  só está coligado em torno da chapa presidencial ; o DEM caso não faça o vice do candidato José Serra entra na campanha humilhado, sendo  rejeitado pela segunda vez , o que não aconteceu em 2002 quando o vice foi o então senador Jose Jorge; o TSE  acabou com os prazos de impugnações e cassa mandatos de diplomados , o que jamais ocorrera , assim como quer fazer valer uma lei com retroatividade, coisa inédita em nosso Direito . Tudo muito complicado como se verifica
 
             Neste quadro é que o povo vai decidir e tudo poderá acontecer . Inclusive a candidata do PV surpreender .

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