Na semana passada, no aniversário de Dahas Zarur, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, realizou-se o tradicional encontro da irmandade, com médicos e amigos de quem dedicou toda a vida à instituição.
Nomes que formam um quadro de honra, como os de Bernardo Cabral, Sergio Novis, Paulo Niemeyer, Ronald Levingshon, Luís Fernando Mendes de Almeida, desembargador Liborni Siqueira e o diretor-geral do hospital, José Galvão Alves, outro que deu a vida pela instituição, onde ingressou como residente-estagiário de medicina.
Dahas Zarur sucede na função homens notáveis, como o ministro Ari Franco, Marechal Augusto Magessi, Eduardo Bahouth e Paulo Niemeyer. E foi um eficiente colaborador destes saudosos provedores, como diretor-geral da Santa Casa. Homem de cultura, escritor e historiador, maior conhecedor do Padre Anchieta entre nós, participa da vida do Rio de Janeiro, sendo, entre outras funções, benemérito da Associação Comercial do Rio e, conseqüentemente, membro de seu Conselho Superior.
A oportunidade de homenagear Dahas Zarur vem da importância da sociedade reconhecer as figuras que fazem da vida um apostolado pelo bem, muitas das vezes com o sacrifício de legítimas aspirações pessoais ou profissionais.
Assim é também o caso do Dr. Desdedith do Nascimento, titular de uma importante clínica ortopédica na cidade, que vem dando parte de seu tempo à presidência da ABBR, entidade singular no cumprimento de sua missão social e humanitária, que ele acaba de resgatar da ameaça de fechar as portas. A PRO- MATRE é outra instituição que vive do idealismo das sucessoras de Gilda Rocha Miranda Sampaio.
É preciso que as novas gerações contribuam para a solidariedade social e humana. Hoje, mais presente através de empresas públicas ou privadas, sem, portanto, a alma, a convicção e a dedicação que os homens de bons sentimentos emprestam a
estes casos. O Rio possui quadros de voluntariado social de grande importância, como Gisela Amaral, que, sem prejuízo da mulher e da mãe, desde solteira se dedica a servir os que sofrem. Ainda quase uma menina, lia para os cegos no Instituto Benjamin Constant.
Não dá para entender como é que os diferentes governos não socorrem e apóiam essas instituições como deveriam. No caso das do Rio, bastaria que a Prefeitura, o Governo do Estado e a União liberassem as emendas de parlamentares destinadas às instituições de ação social. Pouca gente sabe desta ação dos parlamentares, de todos os partidos, sendo de se ressaltar o caso do senador Francisco Dornelles, muito presente junto a estas instituições.
Fica a homenagem a Dahas Zarur, o decano dos que fizeram de sua vida um verdadeiro apostolado pelos menos favorecidos, doentes, velhos e órfãos. Todos atendidos a mais de quatro séculos pela entidade criada pelo Padre José de Anchieta.
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