O ANO COMEÇOU

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O ANO COMEÇOU

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

 

     O ano começou. Depois das posses, do carnaval, do verão. Volta às aulas e ao trabalho. E com crise mundial como nunca visto por esta geração pós-guerra.

      O Brasil não é uma ilha. Não está imune ao que ocorre no mundo, que hoje está interligado. Tudo tem o chamado “efeito dominó” e, portanto, não adianta tentar tapar o sol com a peneira.  Temos o perigo de uma grave crise pela frente e não podemos fingir que não.

     Para vencer dificuldades, atravessar momentos delicados, é preciso talento e preparo. O mundo já viu situações de conforto acabarem em ruína, como foi o caso da Itália quando da Segunda Guerra. Não tivesse feito a aposta errada, teria consagrado 16 anos de uma boa gestão. Também a Inglaterra, se tivesse chamado Churchill três anos antes, não teria sofrido tanto.

     Nesse momento, o Brasil tem no seu comando uma figura preparada e com sentido pragmático e realista. O país não ficará com a banda irresponsável da política mundial. Mas precisa, também, estar do lado correto na condução dos negócios internos. E, hoje, mais do que nunca, o progresso passa pela capacidade de atrair investimentos de risco, de captar a poupança interna e a externa para bons projetos. O Brasil pode tudo. Só que precisa de tudo. Na infraestrutura, como na atualização de sua política tributária-fiscal e trabalhista. Caso contrário, vamos ficar nesta de vender minérios e grãos.

    Contamos verdadeiros celeiros de gente preparada, com formação ética e credibilidade interna e externa. São os diplomatas – inclusive, aposentados – e militares. Quadros que, com o Banco do Brasil e Banco Central, setor elétrico e elite empresarial, representam o que existe de melhor para orientar, participar e influir nas grandes decisões nacionais. Precisamos de mais razão e menos emoção no trato do momento que vivemos.

     A experiência conta e muito. A teimosia de uma visão deturpada por exacerbação ideológica fora de tempo pode custar caro. O povo quer resultados e não atitudes quixotescas. Temos de crescer e crescer, e não podemos ceder diante da insistente reação de setores do judiciário, do Ministério Público, do sistema ambiental e do fisco em seus propósitos inexplicáveis de barrar os projetos que visam o desenvolvimento nacional. Belo Monte é o exemplo maior. Sem esta usina, podemos ter nosso crescimento limitado. Temos estradas e portos a serem feitos ou refeitos, precisamos reformar linhas ferroviárias e manter o ritmo das obras iniciadas.

    A presidente conhece bem essas questões e pode usar de seus poderes de editar Medidas Provisórias e da maioria de que dispõe no Parlamento para disciplinar estes agentes, que, mesmo que parcialmente bem intencionado, na prática, estão prejudicando nosso desenvolvimento e nossa imagem como nação confiável para se investir. Ter uma usina pronta em Mato Grosso do Sul e sem poder operar por falta de linha de transmissão é coisa de quinto mundo!!! A presidente Dilma tem de enfrentar esta “máfia da burrice” que barra projetos por barrar. Coisas que não estão em Marx, mas, sim, em Freud.

                                               

 

 

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