O CHOCOLATE IDEOLÓGICO

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Incrível como a sociedade, incluindo a mídia e as entidades de classe, vêm encarando a campanha contra a Nestlé. Uma coisa visivelmente absurda, em torno do gosto (excelente, aliás) de um produto lançado recentemente no mercado, aproveitando o nome e o sabor do bombom Alpino.Tudo noticiado como se fosse algo normal e não uma manifestação sensacionalista , sem sentido e suspeita sob o ponto de vista ideológico.

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O CHOCOLATE IDEOLÓGICO

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

         

                    Incrível como a sociedade,  incluindo a mídia e as entidades de classe, vêm encarando a campanha contra a Nestlé. Uma coisa visivelmente absurda, em torno do gosto (excelente, aliás) de um produto lançado recentemente no mercado, aproveitando o nome e o sabor  do bombom Alpino.Tudo noticiado como se fosse algo normal e não uma manifestação sensacionalista , sem sentido e suspeita sob o ponto de vista ideológico.

                   Está claro, mas talvez até a empresa, pela formação tecnocratica de seus executivos sem formação politica, , não tenha percebido que a  campanha é para irritar, desgastar e desmoralizar uma empresa multinacional suíça, no Brasil há cerca de cem anos e que está entre os maiores consumidores e fabricantes de leite, cacau, café , açúcar e amendoim do Brasil, com sua vasta linha de produtos.

                  Como podem acusar, sem nenhum embasamento, na base do palpite, uma empresa desse porte e bom conceito entre os consumidores . Isso nada mais é do que denegrir a empresa privada, a multinacional,  em ato de suposta má-fé ou preconceito ideológico. A empresa é líder em quase todas as linhas em que atua , não agiria de má fé , até por não ter nada a ganhar com o feito .

                 Há meses foi  grupo do porte e da história da Camargo Corrêa que ocupou os meios de comunicação com o indiciamento de dirigentes em crimes de corrupção. Depois, a denúncia, certamente infundada, caiu no vazio e saíram à cata de outro fato para manter a opinião pública sob constante noticiário desfavorável sobre as empresas e os empresários. No caso em particular das empreiteiras, estas têm sido, ao longo da história republicana, muito mais vítimas do que autoras de atos de corrupção.

                  Os Procons e os juizados de pequenas causas, criados para facilitar a vida do cidadão e preservar seus direitos, viraram fonte de insegurança e achaque contra empresas. Neles, as maiores vítimas são os concessionários de energia elétrica e telecomunicações, justamente dois setores de serviços públicos que atendem bem a população, acima da média mundial. Mas, agora, são privadas e, portanto, há pessoas que acham que devem ser exploradas com as mais estranhas denúncias e pedidos de indenizações. “Uma vergonha”, comentam com ironia executivos estrangeiros, como que dizendo que lidam com realidades de um terceiro mundo inculto e pretensioso.

                  Até essa política externa pitoresca do Brasil  de, sem mais nem menos, se tornar  irmão do Irã, assusta setores empresariais. Muitos, inclusive, nas mãos de brasileiros de origem semita, chocados com a intimidade com que é tratado um ditador que afirma que o holocausto é fruto da propaganda e que deseja retirar Israel do mapa mundial..

                O mundo em crise briga por captar investimentos produtivos, geradores de empregos  e consumidores de matérias primas locais , agregando valor ao que a natureza lhes proporcionou. E o Brasil dando estas demonstrações de como trata quem empreende, quem faz.

               Na verdade, é bom registrar: não está em questão defender esta ou aquela instituição, mas, sim, a livre empresa, o empreendedor, o gerador de empregos, o que faz circular a produção, o que agrega valor ao produto primário, o que constrói as nossas grandes obras, alvo do respeito internacional.

              Uma orfandade injusta vive a livre empresa no Brasil, em que são poucas as trincheiras, como as associações comerciais, livres de patrocínio que passa pelos cofres públicos e que, por isso, têm independência. Aliás, em Congresso tão criativo, falta uma lei que faça com que a contribuição compulsória do chamado sistema S, administrado com competência  pelo empresariado,  deixe de passar pelo crivo do governo . O chamado sistema S  deveria de responder apenas perante o Tribunal de Contas da União , pois foi criado por Getulio Vargas justamente para ser gerido com competencia e liberdade pelos maiores interesados na  elevação do nível de vida e preparo de nossos trabalhadores, que são justamente os empresarios .

             Vamos reagir, antes que seja tarde!!!!!

 

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