O comportamento do candidato derrotado José Serra no momento político que vivemos tem sido lamentavel. Insiste em manipular a legenda, que, em função de sua influência pessoal, o fez candidato por duas vezes, apesar da evidente rejeição a seu nome .
O governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, quando disputou a Prefeitura , foi desconsiderado pelo então governador Serra, que apoiou o candidato dos Democratas, que venceu o pleito. Alkmin desta vez só obteve a legenda em função das pesquisas terem mostrado de maneira inequívoca ser ele o franco favorito na disputa.
Agora, na sua ambição de se impor ao partido como seu presidente, procura antecipar o debate da sucessão presidencial no primeiro ano do mandato da eleita. Com isso, mostra mais uma vez que não é político de agregar, de unir, de esperar e de dar um sentido maior, de grandeza, à sua presença na vida pública.
Pelo que se percebe, a tomar de assalto o PSDB, voltando a lhe dar um comando nacional de origem e postura regional, pode é implodir o partido. E favorecer uma ampla reformulação do quadro partidário nacional no bojo desta reforma política que o presidente do Senado, José Sarney, está empenhado, tendo convocado para a Comissão da Reforma os senadores e ex-presidentes Itamar Franco e Fernando Collor e entregue a presidencia a um talento politico como o senador Dornelles..
Os temas a serem definidos são conhecidos. Voto distrital misto, fidelidade partidária, inelegibilidades definidas, cláusula de barreira para partidos para que tenhamos de quatro a seis agremiações, mas sem a perda dos votos e mandatos obtidos pelos partidos que não atingirem o mínimo, permitindo que os eleitos optem pelas demais legendas, em bloco ou separadamente. Mudar a data da posse do presidente e governadores e reformular o conceito de maioria para 40% dos votos válidos, como já acontece em outras democracias.
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