O OLHAR PARA O FUTURO

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O OLHAR PARA O FUTURO

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

Hindemburgo Pereira Diniz é das mais inquietas inteligências do Brasil. Desde jovem vem se dedicando a pensar e a trabalhar, procurando adivinhar décadas à frente. Como empresário, homem público, pesquisador e estudioso, tem sido um devorador de livros e avaliador de teses.

Em Minas, ajudou Israrel Pinheiro na criação dos fundamentos ainda vigentes na economia, com instrumentos como o BDMG, a Fundação João Pinheiro e o CETEC, como bem lembrou Olavo Machado, no prefácio de seu novo e fascinante livro Ciência e Tecnologia. Aliás, uma obra obrigatória dos que pensam não apenas o Brasil, mas o mundo e o futuro da humanidade.

Esse homem adiante de seu tempo, que tentou dotar Minas e o Brasil do primeiro empreendimento moderno, com a Transit, em Montes Claros, que pretendia criar o chip com DNA nacional, para que não perdêssemos, como perdemos, tanto tempo na corrida tecnológica, não parece se preocupar com os próximos cinco ou até dez anos. Vai mais longe, muito mais longe, mas com os pés no chão, com base no que está sendo estudado, testado e pensado em termos de evolução da ciência e da tecnologia.

Seu livro é ainda didático, pois coloca para o leitor o que tem sido o evoluir dos instrumentos do progresso da humanidade e seus benfeitores.. E com a intimidade de quem vem acompanhando passo a  passo o evoluir da ciência e da tecnologia, para se aventurar em conclusões impressionantes, mas realistas e longe da ficção.

A medicina do futuro, o alongamento da vida humana, o aperfeiçoamento do robot, nada escapa a sua avaliação e nos leva a dar prioridade a pensar um novo mundo que está surgindo nos centros de pesquisas e em velocidade impressionante. O que ele especula, prevê, já não é coisa distante, mas para os nossos netos que estão nascendo.Um Julio Verne contemporâneo.

Embutido na obra de Hindemburgo está o fato de que, no Brasil, ainda se pesquisa muito pouco, a Universidade ainda não é o que deveria ser como centro de avanços científicos. Os governos gastam pouco nesta área. São políticas de curto prazo, que podem nos levar a uma imensa dependência futura.

Um livro como esse é para ensinar, mas também serve para orientar o planejamento e despertar a comunidade acadêmica para a importância de se exigir um mínimo de atenção do governo e das empresas na importância de se acompanhar a evolução de um mundo que não para de criar, por vezes, acima da imaginação.

 

 

 

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