A Argentina vive um populismo irresponsável, com campanhas contra a imprensa, controles de preços, dificuldades no abastecimento. E corrupção solta. Também não tem crédito internacional depois do calote e da fuga dos investimentos. O país está sucateado!
O Uruguai é dirigido por antigo militante radical, não muito distante do famigerado grupo Tupamaro que levou a estimada nação à beira da guerra civil e fez correr muito sangue de inocentes. O Paraguai, na linha populista e exigindo absurdos do Brasil no contrato de Itaipu.
A Bolívia já está com sua democracia maculada, a economia desorganizada, a sociedade dividida. Agora encontra um governo-irmão no vizinho Peru, possivelmente com um futuro de conflitos com o Chile, o mais bem avaliado dos países latino-americanos. O Equador está dominado pela demagogia, vivendo de uma produção petrolífera que não vai crescer pela falta de confiança das empresas internacionais que lá atuam.
A Colômbia não oferece a firmeza do presidente anterior. As tentativas de conciliação podem é fazer recrudescer o movimento que foi revolucionário e, hoje, é uma mera gangue de narcotraficantes bem armados e prontos à colaboração com o caricato presidente da Venezuela. Esta já é figura carimbada e, lamentavelmente, o país está em grave crise, apesar da imensa renda proporcionada pelo petróleo. Mas tende a ver sua situação interna agravada, importando quase tudo que precisa. A agricultura e a pecuária desapareceram. A imprensa está esmagada e, agora, manipulada. E a classe média, os empresários médios e os liberais bem-sucedidos já estão, ou suas famílias, na sua maioria, em Miami. Limitações ao direito de ir e vir já atinge alguns empresários.
O Brasil insiste em manter as melhores relações com este “eixo do retrocesso”, que é hostil à iniciativa privada, inconfiável em empreendimentos conjuntos – vide o caso da refinaria de SUAPE, a afronta ao Mercosul praticada pela Argentina e os prejuízos impostos a Petrobras e empresas brasileiras na Bolívia e no Equador. E, provavelmente, em breve, no Peru, onde temos boa presença. Fidel continua a ser cultuado. A visita do ex-presidente Lula é uma prova, assim como o calor da recepção a Chavez em Brasília.
É impressionante a passividade de nossas elites, que aqui vivem e, se acredita, não estão de malas prontas para Miami. Confraternizar com esses governos e governantes deveria indignar nossos empresários, líderes políticos democratas e a sociedade em geral. |