POLÍTICA ENLOUQUECIDA

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Não resta a menor dúvida de que vivemos uma crise política. Interna e externamente. Não estamos usando adequadamente o momento democrático com avanços sociais que se refletem na qualidade de vida do cidadão.Os números positivos na economia não são suficientes e muito menos sólidos. O clima para investidores de longo prazo não existe, se não em um ou outro setor da economia. No mais, não somos confiáveis o suficiente perante às lideranças. Estas costumam avaliar com seriedade e sem leviandade as oportunidades na economia dentro de um contexto político-institucional confiável a médio e longo prazo.

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POLÍTICA ENLOUQUECIDA

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

        

       Não resta a menor dúvida de que vivemos uma crise política. Interna e externamente. Não estamos usando adequadamente o momento democrático com avanços sociais que se refletem na qualidade de vida do cidadão.

      Os números positivos na economia não são suficientes e muito menos sólidos. O clima para investidores de longo prazo não existe, se não em um ou outro setor da economia. No mais, não somos confiáveis o suficiente perante às lideranças. Estas costumam avaliar com seriedade e sem leviandade as oportunidades na economia dentro de um contexto político-institucional confiável a médio e longo prazo.

      É claro que a América Latina vive um momento político muito pior do que no tempo dos seus ditadores clássicos. Hoje, os “caudilhos” não se contentam em explorar a população e a economia de seus países; vão mais longe. Pregam a revolução, contestam vizinhos, ameaçam a paz no continente. Restam poucos países sem o perigo de cair em mãos irresponsáveis.

      No Brasil, essa loucura da oposição de esperar que um de seus candidatos se defina, quando qualquer análise política demonstra que pesquisa com um ano de antecedência de nada valem. O que importa é a capacidade de agregar apoios e ausência de rejeição.

      Vamos para um ano eleitoral no escuro e com o problema econômico fragilizado pela conjuntura internacional, que ainda é instável. A crise interna pode se agravar. São problemas de difícil controle, a começar pelo cambial e a demora nos grandes projetos. É bom lembrar que nem o PAC, do governo, tem escapado de contratempos na burocracia.

     Faltam lideranças políticas experientes, gente do ramo. E não apenas os que galgam posições pela força do poder econômico, sindical, religioso ou do corporativo.

Os empresários andam assustados, por um lado, e acuados, por outro. Não há quem pense em termos do interesse nacional, apesar de formarem os melhores quadros e de tanto arrivistas.

    Vamos passar um final de ano nublado. Nunca se teve tão pouco espírito público neste Brasil, dominado pelo imediatismo, o consumismo, a ambição e a corrupção,  também sentida no campo ético e moral. Caiu a qualidade do homem público. É preciso se prestigiar  os que restam com vocação e serviços prestados. E que sejam jovens ou veteranos, mas que estejam comprometidos com ideais sinceros


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