Há um histerismo nas esquerdas mundiais com o sucesso do programa, em 15 pontos, do grupo de republicanos americanos que querem restaurar o prestígio da grande democracia. O progresso econômico e social dos EUA foi assentado na liberdade, não apenas na política, de imprensa, mas especialmente na iniciativa, no desbravamento e na sólida educação. Esta, aliás, é pragmática ao extremo, pois forma cientistas e pesquisadores que ainda pensam que a capital do Brasil é Buenos Aires. Mas são recordistas em patentes e grandes descobertas científicas e tecnológicas.
A baixa presença estatal, a burocracia simplificada e a política fiscal que não permite a informalidade, punindo-a quando identificada, fizeram com que o país tivesse uma grande exportação, de valor agregado e ainda uma agricultura forte para atender ao mercado interno e externo. Os EUA são grandes produtores de trigo e de milho, com excedentes. E de etanol, mais caro que o nosso, mas em grandes quantidades e agora usado também na mistura a gasolina. Tudo basicamente nos estados, nas cidades do interior, longe do elitismo das influências de intelectuais que ainda alimentam o sonho de uma América intervencionista e quase socialista, que vivem em Washington, Nova York , Los Angeles e Boston, principalmente.
O maior presidente do século passado, atestam as pesquisas, foi o republicano Ronald Reagan, o homem que deu a última arrancada para o progresso da grande nação. E, com Thatcher e João Paulo II, empurrou o muro. Depois vieram as mediocridades de Carter e Clinton, passando por Bush, pai e filho – este apenas com o mérito político e a ousadia nos gastos de eliminar a ameaça representada pelo Iraque de Sadan Hussein. E foi correto com Israel.
A fase agora é de uma economia que quase entra em colapso com um presidente despreparado, dominado e sem identidade com a linha do desenvolvimento sem paternalismo. Com isso, os até há pouco eufóricos liberais esquerdistas americanos descobrem que o povo americano quer liberdade para trabalhar, menos intervenção do Estado, menos impostos sobre a produção – imposto justo é no consumo e não na produção ou na poupança – e mais empregos para sua mocidade. E reforça seu apoio às Forças Armadas e à defesa da língua nacional, hoje sob ataque de novos americanos. Defendem sua cultura, aliás, como todos deveriam fazer.
Inventam teses radicais no programa apresentado aos republicanos. E lançam desconfianças, como se a população média dos grandes centros também já não tivesse percebido que a linha política do discurso bonito leva mesmo é ao desemprego e à crise.
A verdade é que o mundo andou se iludindo com políticas de distribuir o que não correspondia a realidade na economia. Houve uso irresponsável de recursos e sobretudo do crédito. Gastaram e gastaram, na Europa como nos EUA, sem considerar o que estava ocorrendo na Ásia, onde passou a se produzir mais e melhor, mais barato, deixando os antigos donos do mundo fragilizados.
Salva-se a Alemanha, que superou os imensos gastos da reunificação, com trabalho e austeridade. A Inglaterra também vai saindo do buraco dos anos trabalhistas e da queda na produção de petróleo, mas tendo de usar da força para conter protestos dos que não querem abrir mão dos privilégios recebidos ..
Nessas democracias o povo sabe votar, os políticos têm cara e coragem, programas definidos. Venceram os conservadores em Portugal, na Espanha, na Alemanha, na Inglaterra e na Itália. Nesta sobrevive a crise política sem trégua, com o conservador Silvio Berlusconi, empresário, cultor da ordem e que vem trabalhando para que o país se mantenha forte e unido. E, nos EUA, vamos ter eleições ano que vem e, se os conservadores encontrarem um bom nome, vão vencer facilmente, para devolver ao mundo uma liderança generosa, democrática, assumindo suas responsabilidades no combate ao terrorismo e aos que querem fazer do medo a marca de nosso tempo.
Nada a temer do que está surgindo nas democracias tradicionais em relação à crise. Na Europa, onde a subversão sobrevive nos agrupamentos de esquerda, a democracia saberá se impor para que as ruas não sejam tomadas pelas minorias inconformadas. Uma coqueluche , como o maio de 68 .
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