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RUMO CERTO EM ROMA

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RUMO CERTO EM ROMA

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

A Itália saiu na frente e montou seu pacote de austeridade. Mário Monti abriu mão de seu salário e marcará como um exemplo a coragem e o realismo das medidas. Os outros, como Grécia, Portugal e Espanha, patinam em alterar as “bondades” distribuídas pelos governos de esquerda, que a população não quer abrir mão. E ainda promovem protestos como se os governos promovessem cortes por mero sadismo.

Na verdade, a situação hoje na Europa, como no resto do mundo, é da velocidade nas medidas. Portugal prometeu e ainda não vendeu suas participações em empresas de telecomunicações e eletricidade, por exemplo. Não promoveu a fusão de bancos, com presença do Estado para garantir a sobrevivência e depois vender a parte pública. Nesta questão do Estado entrar para salvar ou viabilizar, Minas Gerais deu o grande exemplo com a Fiat, da qual foi acionista no início e, depois, vendeu, como previsto, suas ações.

Faltam líderes, figuras com carisma e audácia, ou independência e entrega à missão, como o caso italiano. E a situação exige a ampliação das políticas, uma vez que a situação da Bélgica, por exemplo, não é muito diferente.

No Brasil, nada se faz para deter o fraco desempenho da Petrobras, os entraves nas obras de energia, a retomada de projetos prioritários como o ferroviário e rodoviário. A transposição do São Francisco está emperrada, com elevação de custos e sem se cumprir o compromisso da revitalização de sua cabeceira, na Serra da Canastra. E dragagem onde for necessária.

Na política, a velocidade é fundamental. O desgaste da presidente Dilma no caso Lupi se deveu a demora em agir quando o ministro foi pego em flagrante, mentindo, com direito a foto e filme (como no caso do avião) e a documentos, comprovando acumulações indevidas. E tem mais gente na fila, sem justificativa ética e moral, apenas a fiscal. Mas ninguém discute sonegação nesses casos, mas, sim, ética, razoabilidade nas explicações e tudo sempre na mesma faixa das “consultorias”, eventuais e apenas para justificar rendimentos. Só no Brasil existe “consultoria oral”.

O próprio Ministério Público está muito envolvido em política. Em Nova Iguaçu, uma quadrilha bem amparada politicamente lesou o fundo de previdência do funcionalismo, um rombo e tanto. E o responsável migrou para o fundo da capital, promoveu outro golpe, que a Prefeitura abortou em tempo, e o Ministério Público não atua como deveria. Tudo isso desmoraliza a instituição. Estão todos impunes e...........ricos.

O mundo anda com baixa taxa de competência e de probidade. E, sobretudo, de seriedade. Estes rombos não se devem apenas a roubos, mas a irresponsabilidade com que se trata o dinheiro público. Na Espanha, os socialistas criaram, ou deixaram ser criadas, cerca de cem televisões públicas, cujo prejuízo equivale a cerca de mil e poucos euros/ano para cada cidadão. Tinha que acabar em crise!                

 

 

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