A grande dificuldade do Brasil para completar a credibilidade obtida no campo da economia e a presença na cultura e no desporto, é a questão da segurança pública. Esta nos coloca muito mal, uma vez que a criminalidade é muito visível, atingindo hoje as cidades de porte médio de todo o país. E as estradas e portos com altos índices de roubo de cargas.
Os esforços em governos como os do Rio de Janeiro e de Minas, que se destacam dos demais estados, não são suficientes. Precisam da adesão da sociedade, no apoio às ações policiais. É necessário que se crie grupos de cidadãos que se comprometam a colaborar em questão que leva inquietação à família brasileira. Um voluntariado pela paz .
E se forme quadros policiais mais preparados e melhor pagos.
Uma experiência positiva, que tem sido alvo das mais absurdas condenações, de fundo ideológico, é a que ocorre na Itália. Apesar de um ou outro grupo radical se aproveitar para pregar discriminações odiosas de caráter racial ou de preferência sexual, esses movimentos organizados por jovens que cultuam a ordem e o respeito, já ajudaram as autoridades na diminuição do número de imigrantes irregulares – origem de boa parte da marginalidade urbana na Europa e a queda na criminalidade urbana é um fato.. Criticar quem aponta ilegais é coisa de quem tem formação política que ignora o valor das leis na construção e manutenção da democracia.
Tem mais. A abertura indiscriminada de fronteiras, como subjetivamente defende as esquerdas européias, tem sido o caos na segurança e na paz social. Países como a França têm pagado caro os anos de política complacente, que faz com que Paris tenha subúrbios onde pouco se fala o francês e onde se gera fenômenos eleitorais de alto risco. Neste momento, por exemplo, os judeus franceses têm sido alvo de discriminações preocupantes, partidas de ilegais radicais que circulam com facilidade no país.
Uma boa idéia seria o aproveitamento de grupos de jovens egressos do serviço militar, universitários, a serem liderados pelos oficiais da reserva R2 como voluntários. Os mesmos que, no lugar do Serviço Militar obrigatório, tiveram formação no CPOR, no seu similar na Aeronáutica e na Marinha – esta em conjunto com a Escola de Marinha Mercante. São brasileiros de experiencia universitária, que estariam prestando um serviço relevante, orientando jovens idealistas nos bairros, para a defesa do patrimônio público e da segurança das famílias. As Forças Armadas sempre foram, e ainda são formadores de cidadãos de qualidade. São quase vinte mil os R2 espalhados pelo Brasil, e mais oficiais da reserva das Forças Armadas e auxiliares.Estamos em momento de emergência na área da segurança.
O poder público poderia fornecer instalações básicas para esses plantões de civismo, que trabalhariam ligados às delegacias policiais. Nada parecido com os anos 30 na Europa e muito menos com a tropa revolucionária em formação na Venezuela. Trata-se de combater a violência urbana e rural e ponto final.
Estranha a ação apaixonada com que se condenam experiências positivas. Não se trata de grupos para defesa de bandidos, criminosos condenados, muito menos de ação social voltada para elementos que geralmente são irrecuperáveis. Na Itália, são jovens bem formados, revoltados com a quebra de uma tradição de segurança que era orgulho nacional, como a pontualidade dos trens, o pioneirismo nas leis sociais modernas, nas parcerias publico-privadas e outros feitos, que fazem dos italianos tão admirados. Durante décadas e décadas, a criminalidade em Roma estava praticamente confinada aos famosos batedores de carteiras. O que não implica na tolerância com os radicais, que são minoria e agem infiltrados entre os idealistas.
É uma bobagem atribuir à renovada maioria do governo de centro-direita a certa nostalgia dos anos do Duce. Os tempos são outros. O que se recorda e se defende são as práticas positivas em qualquer época ou regime, em termos de segurança e defesa do território pátrio. Aliás, divulgou-se pesquisa de que os brasileiros também andam irritados com imigrantes ilegais, que roubam empregos e batem carteiras. Afinal, todos têm o direito de lutar para que seus países não se constituam no que o povo denomina de “casa da mãe Joana”, sem perda da solidariedade e da fraternidade bem entendido, em casos especiais.
O fenômeno é mundial. Mas já que soubemos superar a crise, um motivo a mais para sermos os primeiros a implantar um regime de paz nas ruas. E nos campos é claro. No caminhar atual, com a corrupção minando a ação policial, a sociedade negando apoio ao combate ao crime , os sonhos de primeiro mundo, com Copa, Olimpíada e tudo, nos levará é a patamares africanos na violência, na corrupção e na miséria.
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