Os mercados internacionais estão tensos com o que se passa na chamada zona do Euro, com três países em situação delicada: Grécia, Espanha e Portugal. As economias sofrem com a crise, a dívida e com o déficit público. Precisam ser avaliadas pelos “analistas” – geralmente esquerdistas camuflados, uma vez que vivem de acompanhar o dia a dia do capitalismo, que chegou a China, mas não às mentes de nossos críticos do capital.
Os três países citados têm um ponto em comum: todos os governos envolvidos são “socialistas”, funcionam com
legislação trabalhista que chega a caricatura tamanho os absurdos. Portugal, por exemplo, quer disputar com os países do leste incorporados à União Européia, apesar de pagar 14 salários e estimular o ócio, como ao fazer da terça-feira de carnaval feriado. Festa somente compreendida pela colônia brasileira, numerosa, mas que aportou em terras lusas para trabalhar e não para folgar.
A Espanha acaba de aumentar o auxílio aos desempregados, no lugar de estimular o emprego. A Grécia deve muito e todos têm uma máquina oficial pesada, que vem crescendo nos últimos anos. Assim, estão fora das normas que fundamentam a criação da moeda comum.
A Alemanha conservadora é a economia que se salva. Os ingleses, também socialistas, são os mais lentos na recuperação. E a Itália, apesar de muita confusão na política como na economia, sobrevive socialmente bem, com emprego, apesar de contar com uma grande e indesejada população de trabalhadores oriundos de outros países e culturas. A França sempre foi um caso à parte.
A Inglaterra é a mais lenta recuperação, também longe dos anos brilhantes da Sra. Thaetcher. Os EUA reagem pela força de uma sociedade que acredita no trabalho, na concorrência e no mercado, com base no investimento na pesquisa e no avanço tecnológico. Hoje vacinada com a liberdade excessiva em mercados especulativos. Mas o quadro no geral é preocupante e pode se agravar com uma crise no Oriente Médio envolvendo as travessuras do Irã, ingenuamente encaradas pelo Brasil.
Os candidatos falados para a sucessão presidencial precisam ser claros em suas posições quanto ao tamanho do Estado, as privatizações, a carga fiscal ideal, a ação do MST, a orientação quanto a questões ambientais e indígenas, as relações do Brasil com países como Venezuela, Cuba e Irã. A Ministra Dilma começa a se definir. Falta mesmo o Governador de São Paulo, caso seja mesma candidato, declarar o que pensa sobre estes temas. O que sabe em termo de política externa é muito pouco além do apreço que tinha pelo presidente Salvador Allende, do Chile, onde vivia quando da reação das Forças Armadas a criação de uma nova Cuba no Pacifico.
Logo, temos de tomar cuidado com essas políticas que exaltam o papel do Estado e visam aparentemente proteger o trabalhador, mas que destrói o emprego. A moda de diminuir a carga semanal de trabalho, ampliar licenças, manter a suspeita penhora “on line” na Primeira Instância trabalhista, o arrocho fiscal e os delírios ambientalistas... Tudo isso forma um perigoso caldo de cultura para a crise da “marolinha” se tornar uma tempestade. Parafraseando Churchill, o capitalismo liberal é o pior dos sistemas... excluindo todos os demais.
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