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TANCREDO JÁ DIZIA

Aristoteles Drummond, jornalista, é vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro

  

                 A situação da economia  para permanecer confiável exige austeridade. Todo mundo já sabe que estamos com custeio alto, endividamento interno perigoso – do governo e das famílias – e o déficit comercial muito próximo.Os salários no setor publico aumentaram mais do que a média nacional e o numero de servidores quase dobrou nos oito anos de Lula.
                   
                 O país precisa urgentemente de investimentos na infra-estrutura, por necessidade e por compromissos internacionais como os aeroportos para a Copa 2014. Logo, o governo vai ter mesmo de abrir ao setor privado e não demorar no licenciamento das obras. Senão vai ser um vexame.

                  O discurso de posse de Tancredo Neves, que o destino quis que não fosse lido por ele, mas foi do conhecimento da Nação, trazia a palavra de ordem para seu Ministro da Fazenda Francisco Dornelles do “é proibido gastar”. Prioridade do experiente Tancredo era a ordem na economia e depois as questões políticas que ficariam para a Constituinte. Ele sabia que Jango poderia não ter caído não fosse o caos na economia ,o retraimento nos investimentos privados, a falta de confiança na estabilidade  jurídica do Brasil de então . Agora, nesta crise que não se sabe quando nem onde termina, a austeridade vai ser  fundamental.

                 Minas e Rio deram os exemplos de que políticas publicas sérias permitem o equilíbrio das contas, o investimento nas obras e na melhoria dos serviços essenciais. A vez é do governo federal controlar gastos, aliviar estados e municípios com a simples renegociação de dividas , desonerar o setor privado para estimular o investimento e  transmitir a sociedade que a meritocracia prevalece sobre a indicação de apadrinhados de baixo conceito publico.

                 Administrar  melhor os recursos disponíveis faz o diferencial de nossos dias, seja na empresa privada seja no setor publico. É preciso ter a noção do que é possível delegar e o que pode ser adiado. O conjunto é mesmo preocupante.

                  Esta mais do que claro que a situação na Europa vai de mal a pior e que teremos reflexos graves por aqui .

                  Não trem sentido a pressão do Judiciário por grandes aumentos e investimentos numa hora desta. Pelo contrario deve-se é agir para diminuir a carga dos tribunais via sumula vinculante e reformas nos códigos, onde alguma coisa até que já foi feita.

                 Entende-se os apelos ao o governo federal para aliviar os controles. O país tem carências inadiáveis. Mas preservar a estabilidade, neste momento e nesta conjuntura, é mesmo prioridade. Não podemos interromper este bom momento de credibilidade. E será por pouco tempo. Temos como reagir, mas para tal é preciso controlar de um lado e obter capitais privados pelo outro, para que tenhamos condições de crescer com sustentabilidade. E responsabilidade é claro.

 

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