O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, um economista brasileiro de credibilidade internacional, acha que devemos subir nossa taxa de investimentos de 18% do PIB para, no mínimo, 30. Só assim para estarmos mais próximos do patamar de outras nações emergentes. Mas como atrair investimento, mesmo que nacional, para um país que tem a nossa legislação trabalhista, os nossos juros, nossos portos, estradas e impostos?
O Chile é reconhecido como o país melhor equipado de leis do continente. Para se ter uma ideia, os juros lá andam na casa dos 3%, excepcionalmente 5%, ao ano, bem entendido. A burocracia é nórdica. E, apesar de limitado até pelo espaço, cresce e desperta credibilidade. Tentam aperfeiçoar o capitalismo e não implantar um socialismo-capitalista, que não existe senão na cabeça de quem não sabe das coisas e gosta de explorar a ignorância do próximo.
O governo da presidente Dilma, que parece pragmático, poderia soltar um “pacote do progresso” e dar ao Brasil as condições mínimas de concorrer com os outros para o investimento de risco. O dinheiro que tem entrado é de empréstimos ou aplicações no mercado financeiro ou de ações majoritariamente. E foge na primeira nuvem.
Os analistas internacionais já falam muito no peso de nossa despesa pública, nas limitações de nosso crescimento pela falta de investimentos de porte na infraestrutura. Não podemos viver em função do pré-sal, que demora e é caro. Vamos ser realistas e não ficar adiando as reformas.
Mantemos a tradição dos últimos anos de crescer menos do que Rússia, Índia, China, Coréia do Sul . Não podemos continuar a empurrar com a barriga as grandes mudanças e, por outro lado, dar a impressão de que somos fracos diante da baderna sindical e da demagogia do legislador, que distribui benesses, algumas justas, mas com o dinheiro do empreendedor , que assim vai perdendo competitividade .
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